No PA, Lula evita falar sobre demissão de Erenice Guerra

Nas primeiras horas de sua visita à capital do Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou comentários públicos sobre a saída de Erenice Guerra do cargo de ministra-chefe da Casa Civil. O motivo principal da visita do presidente à Belém é a participação de um comício com a governadora Ana Júlia Carepa (PT) hoje à noite. À tarde, Lula participou de uma solenidade de lançamento de editais para a construção e reforma de rodovias no Estado.

LEONÊNCIO NOSSA, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

16 de setembro de 2010 | 18h30

Em discurso de improviso, mas contido, Lula só fez referências à oposição ao dizer que o seu governo retomou os investimentos em infraestrutura, segundo ele, depois de 25 anos de atraso. Nas contas do presidente, o governo atual investe R$ 1,3 bilhão em infraestrutura a cada mês, referindo-se a valores executados no pagamento de empreiteiras. De acordo com Lula, o governo interior teria investido o mesmo valor somente a cada ano.

"O Brasil está vivendo um momento que não tem volta, que não tem possibilidade retrocesso", disse. No entanto, ele reconheceu que uma das principais promessas eleitorais para o Estado do Pará não deverá ser cumprida até as próximas eleições. Avaliou que as obras das eclusas de Tucuruí - que vão permitir a navegação em trecho do Rio Tocantins - estão adiadas, até o momento, para o final de outubro.

O presidente responsabilizou empreiteiras que tocam a obra de retirar funcionários do canteiro de Tucuruí para levá-los para a construção da hidrelétrica no Rio Madeira. "Tem sempre gente metendo o dedo para impedir que as coisas andem", afirmou.

Bíblia

Lula ainda fez a tradicional reclamação contra a Justiça, o Ministério Público (MP) e o licenciamento ambiental, que também estariam atravancando obras de infraestrutura. Ele disse que as pessoas interpretam a lei como "se estivessem lendo a Bíblia".

"Quando fizeram as hidrelétricas de Itaipu, na época do regime militar, tinha gente que dizia que era uma obra contra a Argentina, que a Argentina precisava fazer uma bomba para evitar a ameaça do Brasil e que a obra poderia mudar o eixo da terra", declarou Lula. "A gente não pode permitir que uma mentira atrás da outra prejudique obras importantes para o País.

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