No MT, cabos eleitorais não se intimidam com Justiça

Denúncias e casos confirmados de venda de votos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, não deram folga para juízes eleitorais, promotores de justiça e a Polícia Federal, neste sábado. A punição para o crime pode ser de até 4 anos de prisão, mas não está intimidando os cabos eleitorais que estão propondo inclusive as aquisições na base do fiado, pagando quantias que vão de R$ 50 a R$ 250. O valores são pagos apenas caso o candidato seja vencedor desde segundo turno para prefeito de Campo Grande.

JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, Agência Estado

27 de outubro de 2012 | 15h53

Segundo o TRE-MS, em média cinco casos, incluindo os "fiados", são atendidos por dia. As ocorrências são entregues para o Ministério Público Eleitoral, para as devidas providências. As prisões começarão a ser efetuadas a partir do domingo (28), e, para tanto, a PF montou esquema especial, centralizando no prédio da superintendência do órgão, inclusive o chamado "cadeião" para onde serão encaminhados os acusados. Um oficial de Justiça e dois policiais federais estão circulando na cidade, atendendo os denunciantes.

Até o juiz da 35ª zona eleitoral, Flávio Saad Peron, percorre os bairros para garantir uma eleição limpa. Ele alerta para o fato de que, "de acordo com o artigo 299 do Código Eleitoral, além da compra e venda de votos, também oferecer ou receber vantagens como gasolina, cesta básica ou qualquer outra coisa que se enquadra comprovadamente neste artigo, tem pena de até quatro anos de reclusão e multa".

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