No Mato Grosso, manifestação relembra massacre em Eldorado do Carajás

Em dois atos dentro do calendário do 'abril vermelho', sem-terra fecharam rodovias e foram retirados a força por fazendeiros

Fátima Lessa, especial para O Estado

17 de abril de 2012 | 15h54

No segundo dia de ações pela reforma agrária dentro do calendário "abril vermelho", os sem-terra de Mato Grosso realizaram duas manifestações onde lembraram as 21 vítimas do massacre em Eldorado do Carajás que morreram a tiros em uma desocupação de rodovia, no Pará, há 16 anos.

A primeira em Cuiabá onde cerca de 300 trabalhadores fecharam a Avenida do CPA, uma das principais vias de Cuiabá (MT), em pleno horário de pico, das 8h às 8h21. A segunda manifestação aconteceu na BR 163, principal corredor de exportação da soja, próximo ao município de Sorriso (418 km de Cuiabá). O bloqueio não foi suspenso nem no intervalo das 11 às 14 horas como aconteceu na segunda-feira. Policiais rodoviários federais acompanham o movimento sem intervir.

A assessoria do MST informou que o clima ficou tenso. Os fazendeiros da região teriam ficado irritados e ameaçaram retirar os trabalhadores sem terra por conta própria caso parte da rodovia não seja liberada. A BR é o principal palco das ações de protestos pela Reforma Agrária no estado. Na semana passada, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizou trancamento da rodovia. A região de Sinop e Sorriso tem um histórico de muita grilagem de terra

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