No JN, Serra diz que PT usa denúncia contra Paulo Preto para ‘nivelar todo mundo’

Em entrevista ao Jornal Nacional na noite desta terça-feira, 19, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, atribuiu a adversários as denúncias contra o ex-diretor da Dersa Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto, e classificou as acusações contra sua campanha como uma tentativa do PT em se “niverlar” por meio de escândalos.

André Mascarenhas,

19 de outubro de 2010 | 21h43

 

Questionado sobre a declaração de Paulo Preto, de que “não se abandona um líder ferido na estrada”, Serra disse que não houve desvio de dinheiro em sua campanha, e acrescentou que, se houvesse, ele que seria a vítima. “Sempre existe num partido gente que gosta de um, gente que não gosta do outro. O fato é que não houve o essencial, que é o desvio de dinheiro na minha campanha. Porque eu saberia. Em todo caso, nós seríamos a vítima”, disse.

 

Reportagem publicada pela revista IstoÉ afirma que o ex-diretor da Dersa teria desviado cerca de R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da campanha tucana.

 

Serra voltou a negar as acusações, mas ponderou que, se fosse verdadeiro, o caso não teria a mesma importância de escândalos como o de tráfico de influência na Casa Civil, que resultou na demissão da ex-ministra Erenice Guerra. “Não se trata nem de dinheiro do governo. É um dinheiro que foi contribuição para uma campanha”, disse. “Eu não tenho nenhum chefe da Casa Civil que ficou do meu lado que aprontou tudo o que a Erenice aprontou, braço direito da Dilma”, acrescentou. Erenice foi chefe de gabinete da candidata do PT, Dilma Rousseff, durante sua passagem pela chefia da Casa Civil.

 

Segundo Serra, o PT “gosta de vir com ataques destes meio incompreensíveis para nivelar todo mundo.”

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