No Jardim Ângela, Haddad critica transporte urbano da capital paulista

Para pré-candidato, o projeto lançado por Marta Suplicy 'foi abortado' pelas gestões seguintes

Daiene Cardoso, da Agência Estado

24 de fevereiro de 2012 | 18h37

O pré-candidato PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, deu início nesta sexta-feira, 24, às suas incursões pela periferia da cidade e elegeu a questão da mobilidade urbana como um dos principais problemas a serem enfrentados pelo próximo prefeito. "O projeto que foi lançado na nossa gestão (da ex-prefeita Marta Suplicy) foi abortado, não construímos corredores de ônibus. Uma série de investimentos precisam ser atualizados. A verdade é que precisamos retomar investimentos na infraestrutura urbana, que foram paralisados", disse o ex-ministro da Educação, durante visita ao Jardim Ângela, na zona sul da capital paulista.

 

A primeira visita do pré-candidato começou por volta das 5 horas da manhã desta sexta-feira, na região do Horizonte Azul, próximo ao M'Boi Mirim . Haddad pegou ônibus, conversou com passageiros no Terminal Jardim Angela e ouviu críticas ao sistema de transporte público. "Há problemas que são comum a todos os moradores da cidade. Essa questão da mobilidade afeta a cidade toda, inclusive do ponto de vista econômico", analisou o petista. Além de andar de ônibus, Haddad visitou o hospital do Jardim Angela, conheceu uma creche conveniada que atende 98 crianças e percorreu uma obra de urbanização de favela do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). "O número de apartamentos está muito aquém das necessidades da população", criticou.

 

Obsessão. De acordo com Haddad, essa não é a primeira vez que ele visita o Jardim Angela. Ele lembrou que durante os dois anos e meio em que participou da gestão de Marta Suplicy na Prefeitura, percorreu toda a cidade."O Paulo Teixeira (ex-secretário da Habitação e atual deputado federal) tinha obsessão de trazer a mim e ao João Sayad (secretário de Finanças) demandas para liberarmos mais recursos para a periferia", contou.

 

O pré-candidato petista anunciou que fará visitas às mesmas regiões onde foram realizadas, no ano passado, as caravanas de debates entre os pré-candidatos do PT e que o roteiro incluirá também bairros da classe média. "Eu não me preocupei com a ordem porque vou visitar todos os bairros", garantiu. O próximo será Brasilândia, na zona norte da cidade. Ele também negou que existam críticas no PT sobre a estratégia de focar sua campanha nas camadas mais pobres da população, em detrimento da classe média. "Nunca ouvi essa crítica no PT. Isso foi pactuado em reunião do Conselho Político", rebateu.

 

Após as visitas, Haddad participou de uma plenária com militantes do PT da região, reunindo mais de 100 pessoas em uma associação do bairro. Ele ressaltou que o objetivo de sua visita é fazer um apanhado de todos os problemas crônicos da cidade e ter tempo de elaborar um bom plano de governo. "Não queremos fazer um plano de governo de gabinete." Haddad negou que suas incursões por esses bairros tenha o objetivo de torná-lo mais conhecido entre os eleitores. "Às vezes, as pessoas me reconhecem, mas a intenção não é fazer campanha, é colher subsídios (para o plano de governo)", frisou.

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