No Japão, Dilma é apontada como 'nome promissor' em 2010

Em nota das Relações Exteriores do país, onde está a ministra, ela é apresentada como 'braço direito de Lula'

Cláudia Trevisan, enviada especial de O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2008 | 13h50

Apresentada em nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão como o nome "mais promissor" do PT para a eleição de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cumpre nesta quarta-feira, 23, em Tóquio uma agenda típica de chefe de Estado, como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas comemorações dos 100 anos de imigração japonesa para o Brasil.   Dilma estará ao lado do imperador Akihito e da imperatriz Michiko em uma das principais cerimônias para marcar a data a serem realizadas no Japão, da qual também participarão o príncipe herdeiro, Nahurito, e o primeiro-ministro, Yasuo Fukuda.   A ministra chegou à capital japonesa na noite de segunda-feira e, ontem, fugiu da imprensa durante todo o dia. A Embaixada do Brasil em Tóquio não divulgou sua agenda e jornalistas recebiam a informação de que Dilma não daria entrevistas. Os poucos dados sobre seu roteiro na cidade foram dados em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Japão. Segundo o texto, a agenda da visita incluiu encontros com quarto ministros: Masahiro Koumura (Relações Exteriores), Akira Amari (Economia, Comércio e Indústria), Tetsuzo Fuyushiba (Terra, Infra-Estrutura, Transporte e Turismo) e Hiroya Masuda (Assuntos Internos e Comunicação).   O mesmo texto descreveu Dilma como o "braço direito" de Lula e o "número 2" da administração petista, além de mencionar sua condição de presidenciável. Responsável pela implementação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Dilma também teria reuniões com representantes de empresas privadas e visitaria a central da Companhia Ferroviária do Japão.   As comemorações dos 100 anos de imigração japonesa levaram a Tóquio várias delegações de políticos e empresários brasileiros, entre os quais os senadores tucanos Eduardo Azeredo e Sérgio Guerra, que ajudaram a aprovar a convocação de Dilma para depor na Comissão de Infra-Estrutura da Casa. A ministra será questionada sobre o dossiê relativo a gastos secretos do governo Fernando Henrique Cardoso elaborado na Casa Civil.   Guerra afirmou ontem que a tentativa da base governista de anular a convocação já surgiu anteriormente e foi superada por declarações da própria ministra de que iria comparecer à comissão. "O importante é que ela compareça e discuta democraticamente com os senadores", declarou Guerra, depois de participar de jantar oferecido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) em um tradicional restaurante japonês. "Garanto que a discussão se dará em um nível adequado."   Os tucanos também estão representados no Japão pelo vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, que chefia uma comitiva de 12 pessoas. O DEM está presente na viagem com o senador César Borges e o secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, que lidera um grupo de 10 pessoas. Dos cerca de 1,5 milhão de descendentes de imigrantes japoneses que vivem no Brasil, 1 milhão estão no Estado de São Paulo. Amanhã, Dilma irá a Kyoto, a convite do governo japonês. No dia seguinte retorna a Tóquio e embarca para Washington, onde fica dos dias 27 a 29, quando retorna ao Brasil.  

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