No hospital, Lula recebe Ana de Hollanda e Luiz Gushiken

Ex-presidente segue em tratamento contra o câncer na laringe diagnosticado em 2011

Daiene Cardoso, da Agência Estado

11 de janeiro de 2012 | 18h01

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido nesta quarta-feira, 11, à sua sexta sessão de radioterapia e à quimioterapia semanal complementar ao tratamento contra o câncer de laringe. Como de costume, enquanto é atendido no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Lula aproveita para receber visitas. Nesta quarta-feira, foi a vez do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, Luiz Gushiken, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda (em férias), e do embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme.

Lula tem feito das idas diárias ao hospital uma oportunidade para encontrar amigos e falar de seu "esporte favorito": política. Na primeira sessão de radioterapia, no dia 4, Lula se encontrou com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que se ofereceu para negociar o apoio do PSD para eleger o petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. No dia seguinte, foi o próprio Haddad, ministro da Educação, em férias, quem marcou presença no Centro de Oncologia do Sírio-Libanês. Na sexta-feira, 6, foi a vez do líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), manifestar pessoalmente seu apoio ao ex-presidente.

Na segunda-feira, 9, Lula recebeu o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com quem conversou sobre a jornalista cubana Yoani Sánchez e sugeriu que ela envie uma carta à presidente Dilma Rousseff para permitir a sua visita ao Brasil. No mesmo dia, Lula esteve com o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. A "romaria política" deu uma trégua na terça-feira, 10, porque a passagem de Lula pelo hospital durou menos de uma hora e meia.

As visitas ao ex-presidente geralmente acontecem num dos 16 boxes em que ele fica logo após a radioterapia. Entre a aplicação de soro ou da quimioterapia semanal e a visita da equipe médica, Lula faz de seu box um escritório de articulação política. Como vem reagindo bem ao tratamento, os médicos não se opõem às visitas.

A expectativa da equipe médica é de que o ex-presidente enfrente o ciclo de radioterapia, cuja duração total deve ser de seis a sete semanas, tão bem quanto reagiu aos três ciclos de quimioterapia, no final do ano passado. Os efeitos colaterais da radioterapia (mucosites, vermelhidões e escamações) costumam se manifestar na terceira ou quarta semanas de tratamento, ou seja, a partir da próxima semana.

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