No Haiti, Jobim e Exército rebatem crítica da OAB

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o subcomandante das tropas brasileiras no Haiti, coronel Thomas Miguel Ribeiro Paiva, rechaçaram hoje as acusações do relatório produzido pelo conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Anderson Bussinger. Segundo o conselheiro da OAB, a missão de estabilização da ONU no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, "é uma força de ocupação e não humanitária, que está validando os abusos de direitos humanos no país caribenho e contribuindo para um estado de permanente repressão".Para o ministro Jobim, "isso mostra absoluto desconhecimento do assunto". E emendou: "Mostra o voluntarismo típico daquela necessidade de fazer oposição". Para o ministro, "seria bom que essas pessoas efetivamente verificassem o trabalho que é desenvolvido pelas forças brasileiras no Haiti". Segundo Jobim, a crítica "não tem compromisso com resultados, tem compromisso com discursos".O subcomandante das tropas informou que todo o trabalho dos militares brasileiros é feito "totalmente dentro da legalidade, respeitando as regras de engajamento da ONU, as leis haitianas e, obviamente, respeitando os direitos humanos". Apesar de a missão ser de restabelecimento da paz, disse o subcomandante, muitas ações de solidariedade humanitária são realizadas.Segundo o coronel, a repressão que houve durante 35 dias, em janeiro e fevereiro, foi contra bandidos. "Desde março, não há um tiro contra a tropa brasileira". Na palestra dada na presença do ministro Jobim, o subcomandante acrescentou: "Nós estamos trabalhando para o restabelecimento de um ambiente seguro e estável no Haiti, dentro da completa legalidade".

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