No dia seguinte à demissão de Lupi, Dilma faz reunião com ministros

Encontro semanal realizado no Planalto para discutir temas da semana deve ser pautado pela saída do ministro do Trabalho

Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2011 | 12h43

Nove ministros, além do vice-presidente, Michel Temer e os líderes do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, e no Senado, Romero Jucá, participaram da reunião de coordenação política, com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada. A reunião começou às 10h30 e durou cerca de duas horas. No encontro, o tema principal deve ser a saída de Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, que pediu demissão do cargo nesse domingo, 4. Na saída, ninguém falou com a imprensa

 

Participaram da reunião os ministros Guido Mantega (Fazenda); Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral); Ideli Salvatti (Relações Institucionais); Gleisi Hofmann (Casa Civil); Helena Chagas (Comunicação Social); Miriam Belchior (Planejamento); José Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior); Edison Lobão (Minas e Energia) e José Eduardo Cardozo (Justiça).

 

Também nessa segunda, a cúpula do PDT vai discutir como fica a situação do partido com a saída de Lupi. Até o momento, há quem defenda a saída do partido da base aliada. "Para mim, o PDT não deve ter nenhum cargo no governo Dilma", afirmou senador Cristovam Buarque (PDT-DF). "Nós vamos continuar no governo, mesmo não sendo nesse ministério", resumiu o deputado André Figueiredo (CE), presidente interino do PDT.

 

Reforma. Depois de demitir sete ministros, a presidente Dilma Rousseff planeja fazer uma reforma mais enxuta da equipe, no início de 2012. Por enquanto, ela pretende mexer em apenas 9 dos 38 ministérios e promover um rodízio de partidos no comando de algumas pastas. Mas Dilma ainda quer consultar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de bater o martelo.

 

A cadeira mais cobiçada é a do ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), que sairá do governo para disputar a Prefeitura de São Paulo. Correntes do PT também querem retomar antigos feudos, como os ministérios do Trabalho e das Cidades, duas pastas alvejadas por acusações de corrupção.

 

Além de mexer em Educação e Trabalho - que estava com o PDT -, Dilma deve trocar Mário Negromonte (Cidades), Ana de Hollanda (Cultura), Iriny Lopes (Mulheres) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário). Não é só: pretende fundir os ministérios de Agricultura e Pesca e pode substituir o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.

 

O vistoso orçamento do Ministério das Cidades, por outro lado, é considerado "muito grande" para um partido do tamanho do PP e abre o apetite do PT.

  Atualizado às 13h30

 

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