No Dia Mundial sem Carro, candidatos fazem carreata e andam de táxi

No Dia Mundial sem Carro, candidatos fazem carreata e andam de táxi

Dilma e Aécio participam de desfile de veículos; Marina vai de automóvel ao encontro de ciclistas

MARCELO PORTELA E SUZANA INHESTA, Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2014 | 20h14

Atualizada às 21h15

No dia mundial sem carro, data criada para fazer uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel no planeta e suas consequências para o meio ambiente, os principais candidatos à Presidência não dispensaram os veículos automotores. 
A presidente Dilma Rousseff e o candidato do PSDB, Aécio Neves, cumpriram agendas na região metropolitana de Belo Horizonte e recorreram às tradicionais carreatas. Em Brasília, a candidata do PSB, Marina Silva, defendeu a redução dos impostos para a produção de bicicletas e assinou uma carta-compromisso com a mobilidade ciclística. A ex-ministra, no entanto, chegou ao evento com ciclistas do Distrito Federal de táxi, porque não sabe andar de bicicleta.

Enquanto Marina prometia em Brasília, se eleita, reduzir os impostos para a produção de bicicleta e dar prioridade ao transporte alternativo, Aécio participava de uma carreata em Betim, na Grande BH. 

Durante as atividades, o tucano não fez nenhuma menção ao Dia Mundial sem Carro. Após desembarcar de um helicóptero em um campo de futebol na periferia do município, Aécio seguiu para a região central da cidade em uma van seguida por dezenas de veículos com adesivos de candidatos da coligação que apoia o candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga. Até mesmo um trio elétrico foi usado no ato. 

Depois, Aécio foi novamente de helicóptero para Contagem, cidade que também faz divisa com a capital mineira e onde seria realizada outra carreata. Porém, a violência no trânsito levou à mudança dos planos.

O desfile de carros passaria pela avenida João César de Oliveira, a mais movimentada da cidade. Mas um homem foi atropelado por um motorista não identificado e morreu na via. O trabalho de perícia se estendeu até o início da tarde, obrigando a comitiva tucana a alterar o programa, que se resumiu a um ato com militantes em uma praça na qual os candidatos chegaram de van.

Carro de som. No fim da tarde, antes de subir num carro de som com aliados para percorrer alguns quarteirões de Ribeirão das Neves, também na região metropolitana da capital mineira, Dilma ainda lembrou a data e afirmou que o governo federal pretende lançar uma linha de financiamento para bicicletas na Zona Franca de Manaus. Ela defendeu o uso de bicicletas “para um transporte mais curto entre trabalho e casa”. 

Logo depois, porém, subiu no veículo ao lado do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, e de outros aliados. À frente do carro de som duas caminhonetes transportavam fotógrafos e cinegrafistas. 

O Estado procurou a coordenação da campanha de Aécio para falar sobre a questão, mas, até a conclusão desta edição, não houve resposta. Já a coordenação da campanha de Dilma afirmou que não se pronunciaria oficialmente sobre o assunto. 

No evento em Brasília, Marina disse que seu programa de governo “prevê a priorização dos meios alternativos para o transporte”. Ela defendeu o compartilhamento das vias públicas com as bicicletas e defendeu a construção de ciclofaixas nas cidades. “A bicicleta é fundamental para a humanização das cidades.”

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