Fernando Bizerra Jr./EFE
Fernando Bizerra Jr./EFE

No Congresso, Dilma defenderá parceria para sair do ajuste e construir sustentabilidade fiscal

Mensagem em cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos trará, ainda, apelo para a recriação da CPMF e para o combate ao zika vírus

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2016 | 14h01

Atualizada às 14h26

BRASÍLIA - Na mensagem ao Congresso, que será lida em plenário nesta terça-feira, 2, a presidente Dilma Rousseff dirá que quer construir com o Legislativo uma agenda que permita ao País transitar do ajuste fiscal para uma reforma fiscal, de forma que se construam melhores bases de médio e longo prazo para a sustentabilidade fiscal do Estado. Com isso, defenderá a presidente, poderá ser criado um cenário de maior confiança na economia brasileira.

Dilma irá reiterar ainda o apelo aos parlamentares para que recriem a CPMF e aprovem a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), assim como a reforma do PIS/Cofins e a do Simples Nacional. A questão do impeachment, tema em tramitação no Congresso, não será tratada na mensagem presidencial.

Esta será a segunda vez que Dilma, como presidente, irá entregar pessoalmente ao Congresso sua mensagem. A primeira foi em 2011, ano em que tomou posse como presidente. Nos anos seguintes,  quem levou o texto foi o ministro da Casa Civil. Com sua ida ao Legislativo, a presidente Dilma pretende fazer um gesto mostrando sua disposição para o diálogo com os parlamentares.

Em sua mensagem, a presidente destacará ainda o grave problema de saúde que o País enfrenta por causa da proliferação do Aedes aegypti e a necessidade de mobilização de toda a população para combater criadouros do mosquito. A importância de o Brasil sediar os Jogos Olímpicos e, mais uma vez, estar no centro das atenções do mundo por receber um grande evento esportivo, também estará destacado no texto presidencial.

Depois de citar várias medidas tomadas na preparação dos Jogos, a presidente lembrará que, para facilitar o fluxo de visitantes durante a competição, houve simplificação de procedimentos e, em alguns casos, até mesmo a dispensa de visto de turista para estrangeiros que entrarem no território nacional até setembro de 2016.

Um dos momentos esperados na visita de Dilma ao Congresso é como será seu encontro com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que tem se portado como adversário público dela. A sessão de abertura do ano legislativo, com a presença de Dilma, está marcada para começar às 15 horas.

'Vida dura'. Uma hora antes de ir ao Congresso entregar a sua mensagem, a presidente Dilma Rousseff deixou o almoço com o presidente da Bolívia, Evo Morales, dizendo que não poderia falar com a imprensa porque tinha trabalho a fazer.

"A minha vida é dura, tenho que trabalhar", disse a presidente em tom de brincadeira na saída do Palácio do Itamaraty nesta terça-feira, 2. / COLABOROU ISADORA PERON

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.