No Ceará, Serra prega união e reclama de ataques

O candidato do PSDB à Presidência da República pregou, hoje, em Canindé, no sertão cearense, um governo de união nacional e prometeu, caso eleito, promover um desenvolvimento regional equilibrado. "E não um governo de ódio, de divisão, de perseguições, de represálias, de baixaria, de mentiras. Nós queremos fazer um governo de união de verdade."

CARMEN POMPEU, Agência Estado

16 de outubro de 2010 | 19h45

O tucano afirmou que o Brasil não vai se desenvolver nunca se todas as regiões não se desenvolverem. "Se o Nordeste não se desenvolve, o Brasil não se desenvolve como um todo. Se a região Norte não se desenvolve, o Brasil não se desenvolve como um todo", disse Serra, durante encontro com apoiadores cearenses. Ao lado dele, estavam o senador Tasso Jereissati (PSDB), o ex-governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals, candidato derrotado ao governo cearense.

O presidenciável tucano disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou "muitíssimo" o governo de Fernando Henrique Cardoso. E garantiu que dará continuidade aos bons projetos tocados por governo do PT. "Um bom dirigente pega o que o anterior fez de bom e dá sequência", comentou. Lembrou mais uma vez que o Bolsa Família foi criado durante o governo tucano. E prometeu: "Lá em Brasília, eu vou ser um presidente amigo do Nordeste. Amigo do Ceará".

Antes da chegada dos oradores, o sanfoneiro Luizinho Calixto animava a plateia com jingles. Um deles criticava a candidata do PT, Dilma Rousseff: "Pau que nasce torto não tem jeito. Morre torto. Dona Dilma é a favor do aborto".

Sermões

Depois do encontro com lideranças, Serra e seus apoiadores foram assistir à missa de encerramento dos festejos de São Francisco, padroeiro de Canindé. Na cerimônia, havia alguns militantes com bandeiras da candidata Dilma Rousseff.

O celebrante chegou a chamar a atenção por diversas vezes pedindo para que a presença dos políticos não tumultuasse a missa. No final, ele criticou a distribuição de panfletos contra Dilma, dizendo que ela não seria cristã. O padre fez questão de ressaltar que esta não é a posição da igreja e que nada tinha a ver com o panfleto.

No final da missa, houve uma confusão entre militantes tucanos e petistas. A polícia precisou disparar tiros para o alto.

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