No Ceará, Lula elogia Ciro e diz que em 2010 ''o bicho vai pegar''

Ele avisou que não poderia falar em nomes para não ser punido; a rádio, declarou que Dilma escolherá vice

Carmen Pompeu, FORTALEZA, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Em um palanque na periferia de Fortaleza, dividido com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem à noite que em 2010, ano de sua sucessão, "o bicho vai pegar". "Não posso falar nomes porque a televisão grava e a Justiça Eleitoral me pega", discursou, para uma plateia de 3 mil pessoas. Não faltaram elogios para Ciro, que pretende disputar a Presidência em 2010, mas é cortejado por Lula para o governo paulista.

Na fala, Lula rasgou elogios aos políticos cearenses, em especial a Ciro e ao deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE). Citou, ainda, os ministros José Pimentel (Previdência) e Pedro Brito (Portos). "Levamos um tempo para consertar esse País. Aqui no Ceará tive dois ministros ajudando, que foram o companheiro Ciro Gomes, na Integração Nacional, e Eunício Oliveira, nas Comunicações. Hoje temos outros dois: o ministro José Pimentel e o Pedro Brito."

"O Nordeste elegeu uma turma de governadores da maior qualidade. Uma turma que a gente pode assinar um cheque em branco porque vão fazer as obras", disse. E fez propaganda do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): "Temos dinheiro, projeto, os necessitados e vamos fazer as obras."

Lula e Ciro, acompanhados pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), irmão do deputado, visitaram obras do residencial Patativa do Assaré. No local estão sendo construídas 576 unidades habitacionais que receberão famílias que residem hoje em áreas de risco às margens do Rio Maranguapinho.

Ainda sobre a sua sucessão, em entrevista à Rádio Verdes Mares AM, na capital cearense, Lula afirmou que caberá à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata, a escolha do vice.

REDUTO

Antes de Fortaleza, Lula esteve em Sobral, reduto da família de Ciro, para a inauguração de uma escola técnica. Disse que há parlamentares com "senso de cretinagem muito grande". "Tem adversários de governadores que ficam pedindo para o presidente não liberar o dinheiro por conta das eleições."

Ele cobrou mais parcerias com os Estados. "O País não dará certo se o governador ficar colocando o pé na parede contra o governo." Na véspera, o governador Aécio Neves (PSDB) disse que o governo "está devendo ação mais consistente" em Minas.

COLABOROU SILVIA AMORIM

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