Pablo Valadares/AE
Pablo Valadares/AE

No balanço do PAC, Dilma faz cobranças e não fala de pesquisas

Sem citar nomes, ela rebateu críticas de Carlos Minc, presente ao evento, sobre a construção da BR-319

Leonencio Nossa e Gerusa Marques, de O Estado de S. Paulo,

03 de junho de 2009 | 14h16

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, comandou nesta quarta-feira, 3, a apresentação do sétimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com a mesma disposição das últimas apresentações. Dilma voltou a exibir um temperamento forte e incisivo na cobrança da execução das obras e no pedido para que os ministros atuem de forma coordenada.

 

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Sem citar nomes, ela rebateu críticas do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, presente ao evento, a construção da BR-319, que corta a Amazônia, fez cobrança em público aos assessores e respondeu de forma enfática as perguntas dos jornalistas. Em alguns momentos, demonstrou uma certa irritação e reclamou de reportagem publicada por um site na semana passada, segundo a qual somente 3% das obras do PAC estavam concluídas . Ela garantiu que 14% das obras previstas já foram entregues.

 

Durante a exposição, a ministra demandou a ajuda de uma assessora para conseguir ler os dados exibidos no power point. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, também leu alguns informações sobre obras do PAC, na Bahia. Minc, um dos 12 ministros presentes ao evento, evitou aumentar a polêmica que ele próprio iniciou na semana passada quando disse que estava "eticamente" e "moralmente" impedido de dar a licença para construção da BR-319, no Amazonas.

 

Mas não foi só a ministra Dilma que passou por apuros para entender as transparências exibidas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou irritado quando identificou em uma transparência que o ministério da Fazenda projetava uma queda de 0,3% no PIB deste ano. O erro foi reproduzido no relatório divulgado à imprensa. O ministro do Planejamento Paulo Bernardo, um dos mais bem-humorados do governo, entrou em cena para desanuviar o ambiente com uma brincadeira: "Por favor, senhor assessor se apresente na plateia". Mantega entrou na brincadeira e disse: "Ele já se apresentou para mim e, neste momento, está no hospital". Todos riram.

 

Dilma, ao comentar a questão dos prazos das obras reconheceu as divergências e cobrou os ministros. Ela observou que todos os prazos de obras "são acordados" entre os ministros. "Isso é um princípio elementar de gestão", afirmou. Ela lembrou um comentário feito recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que disse que o governo trabalha "no método Toyota", numa referência à linha de montagem de uma montadora, isto é, de forma integrada.

 

Pesquisa

 

Dilma Rousseff evitou comentar o resultado da pesquisa CNT-Sensus que indicam a redução da distância entre ela e o governador de São Paulo, José Serra, na corrida pela sucessão presidencial de 2010. "Gostei muito da parte que disse da aprovação do governo em 69%. Como estou falando hoje do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) essa parte me interessa muito", disse a ministra, no final do 7º balanço do PAC. Segundo ela esse porcentual revela a forma como a população recebe o governo e seus projetos. "Acho que a população reconhece o esforço do governo, tanto no que se refere ao PAC, quanto aos programa como o Minha Casa, Minha Vida", disse a ministra, acrescentando que é natural que esse porcentual oscile ao longo do tempo.

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