ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO
ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO

No ABC, outra derrota histórica dos petistas

Candidatos apoiados pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) conseguiram pelo menos um de cada três votos válidos no chamado ABCD

O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2016 | 11h08

Antes dos votos serem computados ontem, a região do Estado que poderia ser considerada ainda como “cinturão vermelho” era o ABC paulista. Entre as principais cidades, três eram prefeituras petistas (Santo André, São Bernardo e Mauá) e apenas uma era do PSDB (Rio Grande da Serra). Ontem, às 21 horas, a situação se inverteu para 2017.

Os candidatos apoiados pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) conseguiram pelo menos um de cada três votos válidos no chamado ABCD. Em Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão confirmou o atual mandato à frente da cidade e foi eleito no primeiro turno com 45,47% dos votos válidos.

A principal vitória foi em São Caetano do Sul, onde José Auricchio Jr. venceu com 34,34%, superando o atual prefeito Paulo Pinheiro (PMDB). Para entender a dificuldade enfrentada não só pelo PT, mas também por seus aliados na cidade (PDT e PCdoB), o candidato Marcio Della Bella só teve 898 votos, menos de 1%.

O Partido dos Trabalhadores ainda ficou de fora do segundo turno em São Bernardo e Diadema. Na primeira cidade, Orlando Morando (PSDB) teve 45,1% dos votos válidos e sai com ampla vantagem contra Alex Manente do PPS (28,4%). O petista Tarcisio Secoli teve 22,5% dos votos válidos.

Em Diadema, Lauro Michels saiu com uma ampla aliança, destacando PV, PSDB e PCdoB, e teve 48,1% dos votos no primeiro turno, se aproximando da vitória. No segundo turno enfrentará Vaguinho (da aliança PRB, PTB e PMDB), que alcançou 21,85%. Já o petista Maninho chegou só a 16,37%.

Só restava na região uma incógnita às 21 horas: Ribeirão Pires. Ali, o petista Renato Foresto já estava fora da disputa. Mas havia dúvidas sobre quem iria para o segundo turno, entre Kiko (PSB), Dedé da Folha (PPS-PSDB) e Grecco (PRB).

Confronto. A tradicional dicotomia PSDB-PT só se apresentará no segundo em Santo André, onde o tucano Paulo Serra (que teve 35,85% dos votos) enfrentará o petista Carlos Grana (que chegou a 20,28%).

Um dos poucos municípios que se mantêm “resistentes” a influência do governador é Mauá. Lá, o segundo turno será entre Atila Jacomussi (PSB), que teve 46,73% dos votos válidos no primeiro turno, e Donisete Braga (PT), que teve 22,90%.

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