No 7 de setembro, protestos pelo Brasil pedem 'Fora Sarney'

Manifestantes romperam barreira de segurança e protestaram contra presidente do Senado em Brasília

Leandro Colon, da Agência Estado,

07 de setembro de 2009 | 12h56

Manifestantes foram à Esplanada dos Ministérios protestar contra Sarney. Foto: Wilson Pedrosa/AE

 

BRASÍLIA - O fim do desfile do 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi marcado por um protesto contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Cerca de 100 manifestantes com gritos de "Fora, Sarney" e portando faixas e cartazes, romperam a barreira de segurança e chegaram perto do palanque principal, onde estava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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Em sua maioria estudantes, o grupo chegou a enfrentar os policiais e permaneceu no local até o fim do desfile. José Sarney não compareceu ao evento. O protesto não chegou a interferir no desfile.

 

São Paulo

 

Em São Paulo, cerca de 300 pessoas protestaram na Avenida Paulista pedindo a saída de José Sarney da presidência do Senado. O grupo não atrapalhou o trânsito da região e seguiu caminho até a rua da Consolação.

 

Recife

 

Na capital pernambucana, o pedido de "Fora Sarney" e "Pelo fim do Senado" foi abarcado apenas pela central sindical Conlutas e pelos partidos políticos PSTU e PSOL na décima quinta edição do Grito dos Excluídos nesta segunda-feira, 7. Quando o grupo chegou, com faixas vermelhas e folhetos, o protesto já havia iniciado a caminhada de cerca de dois quilômetros da Praça Osvaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, até à Igreja do Carmo, no bairro de Santo Antônio, área central da capital.

 

Eles se posicionaram no final da passeata que teve início com mil pessoas e terminou com o dobro de participantes - dois mil - de acordo com a Polícia Militar. "Esta é a parte mais independente, mais à esquerda dentro do Grito", afirmou, bem humorado o presidente estadual do PSOL, Edílson Silva, numa alusão aos partidos e movimentos de trabalhadores que seguiam à frente e que, na sua avaliação, estavam enquadrados com o governo federal.

 

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que levou uma pequena representação, Jaime Amorim, disse que o movimento não assumiu o mote do Fora Sarney "porque não quis estreitar o debate, que é muito maior". "Contestamos a comemoração oficial do Sete de Setembro porque o País ainda não conquistou a sua independência, sua soberania".

 

A Central Única dos Trabalhadores e sindicatos de médicos preferiram pregar "O pré-sal é nosso". "Queremos que os recursos que venham a ser gerados pelo pré-sal sejam revertidos para resgatar a dívida social do País", afirmou um dos dirigentes estaduais da CUT, Manoel Henrique da Silva Filho.

 

Pela primeira vez o Grito contou com a presença do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido - que assumiu recentemente o cargo depois da renúncia, por idade, do conservador Dom José Cardoso Sobrinho. Ele defendeu a unidade da força do povo como forma de se fazer mudanças, a exemplo da moralização da política.

 

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