Niterói lidera casos de dengue no Rio

O Estado do Rio tem 993 casos notificados de dengue só este mês. Do total, 598 são em Niterói, no Grande Rio, o que torna a situação da cidade a mais preocupante, segundo o secretário Estadual de Saúde do Rio, Gilson Cantarino. O município tem cinco casos confirmados de dengue hemorrágica, que é a forma mais grave da doença. Todos os casos se concentram na região oceânica de Niterói. Nas próximas semanas, a secretaria vai começar a usar o flambador, equipamento que queima os ovos do Aedes aegypti.Hoje, depois de se reunir com representantes da área de saúde de 83 municípios do Rio para avaliar as campanhas locais de combate à dengue, Cantarino foi à Brasília para mostrar ao ministro da Saúde, José Serra, relatório sobre a evolução da doença no Estado. Segundo Cantarino, o treinamento de 5.711 agentes de saúde para o uso do flambador começará em poucos dias, assim como a distribuição do equipamento pelas 93 cidades fluminenses. Ele acredita que a utilização dos 3.125 flambadores aliado à pulverização de biolarvicidas, vai diminuir a quantidade de mosquitos."Ainda não temos uma epidemia no Estado, somente um surto em Niterói", afirmou Cantarino. O secretário de Saúde de Niterói, Agnaldo Zagne, disse que a região oceânica tem mais focos do Aedes aegypti porque é a que mais cresce no município, e, por isso, recebe novos moradores ainda não imunizados contra a dengue tipos 1 e 2 - que causaram epidemia na área em 1986 e 1991, respectivamente. "Os moradores antigos da região que tiveram dengue 1 e 2 já têm proteção. Os que moram lá há pouco tempo estão mais suscetíveis ao vírus 3", disse Zagne.

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