'Ninguém quer bolsa-relatoria', diz Virgílio sobre cargos na CPI

Líder do PSDB diz que é 'direito' e não 'favor' presidência ou relatoria da comissão que investigará cartões

Anne Warth, da AE

15 de fevereiro de 2008 | 16h50

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio (AM), disse nesta sexta-feira, 15, que espera o governo ceder a presidência ou relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que vai investigar o uso irregular dos cartões corporativos por membros do executivo. Ele citou que, juntos, PSDB e DEM possuem a maior bancada na Casa, com 28 senadores, e por isso, teriam direito a um dos cargos, embora sozinho o PMDB tenha mais parlamentares no Senado - no total, 19 parlamentares.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos  Guerra não descarta abertura de CPI dos cartões no Senado Governo não abre mão de comando da CPI   "O governo vai ter a dignidade básica com a praxe do parlamento" disse ele, ao participar do primeiro encontro nacional de vereadores do PSDB, realizado na capital paulista. "Ninguém quer bolsa-relatoria. Não é bondade, é direito. É prerrogativa nossa", acrescentou.   Embora tenha dúvidas a respeito dos rumos que a CPI mista poderia tomar, caso o presidente e o relator pertencessem à base aliada, Virgílio descarta, em princípio, a instalação de uma nova CPI, exclusivamente no Senado. "Não sou a favor de abandonarmos a CPI. Sou a favor de nós testarmos a maioria, colocando tudo que é requerimento indigesto, começando pela investigação dos cartões da presidência e pela convocação dos ministros envolvidos", declarou. "Se percebemos que não querem apurar, iremos para o Senado", citou em referência à abertura de uma CPI na Casa.   De acordo com Virgílio, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), estão sensíveis à demanda da oposição por um dos cargos principais da CPI. Questionado, Virgílio disse preferir que o partido fique com a presidência, mas lembrou que há quem defenda a relatoria para a legenda.

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