"Ninguém foi poupado", diz presidente da CPI do Banestado

O presidente da CPI do Banestado, senador Antero Pares de Barros (PSDB-MT), divulgou nota, na qual afirma que "ninguém foi poupado" e que "cabe exclusivamente ao Ministério Público, a partir de agora, apresentar denúncias contra as pessoas que considerar suspeitas".O tucano encaminhará três relatórios dos trabalhos da CPI ao Ministério Público Federal: o primeiro deles, do relator, deputado José Mentor (PT-SP); o segundo, do deputado Edmar Moreira (PL-MG), e o terceiro, do elaborado por ele. Na nota, Antero argumenta que o fato de a CPI não ter votado um relatório final não invalida nem prejudica o trabalho de investigação e a punição dos culpados. "Se fosse aprovado apenas um relatório final, outros dois seriam invalidados", afirma. "A decisão da CPI - de enviar os documentos ao MPF - amplia o foco da investigação e aumenta a relação de suspeitos. O presidente da CPI relata, por meio da nota, que todos os documentos reunidos na comissão de inquérito já foram enviados ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal (PF) e à Receita Federal e, com base nesses documentos, a PF realizou a operação "Farol da Colina", que resultou na prisão de dezenas de pessoas, e na operação Zaqueu, desencadeada no Amazonas, cujos suspeitos também foram identificados com base nos dados. Segundo ele, a Receita, também a partir de dados das contas CC-5 fornecidos pela CPI, abriu procedimentos fiscais para recuperar R$ 1,5 bilhão em créditos tributários de pessoas e empresas que não declararam à Receita suas operações financeiras externas. Ainda segundo Antero, a Receita está, além disso, analisando dados referentes a 1999, 2000, 2001 e 2002 e adotando procedimentos para cobrança de impostos devidos.

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