Nigéria declara estado de emergência em regiões ao norte do país

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, declarou estado de emergência neste sábado em regiões ao norte do país, assoladas por uma insurgência islâmica violenta, e disse que fecharia quaisquer fronteiras com outros países nestas áreas cobertas pelo decreto.

REUTERS

31 de dezembro de 2011 | 16h26

"Eu, no exercício dos poderes a mim conferidos... declaro estado de emergência nas seguintes regiões da federação", disse Jonathan à TV estatal, antes de listar os governos locais do norte afetados pelo decreto.

"O fechamento temporário de nossas fronteiras nas áreas afetadas é apenas uma medida interina designada para enfrentar os atuais desafios de seguranças e será retomado assim que a normalidade seja restaurada", acrescentou ele, em discurso que abordou os atentados fatais no dia do Natal, pela seita Boko Haram, há uma semana.

O decreto significa que regiões da fronteira da Nigéria com Níger, Chade e Camarões serão fechadas até um segunda ordem.

Ele acrescentou que o chefe do grupo de defesa fora instruído a tomar outras medidas "apropriadas", incluindo a criação de uma força especial de combate ao terrorismo.

Militantes do Boko Haram, seita radical islâmica, detonaram uma série de bombas na Nigéria no dia do Natal, incluindo uma que matou pelo menos 37 pessoas, e feriu 57.

As explosões elevaram os temores de que o Boko Haram, movimento parecido com o Taleban, e cujo nome significa "Educação Ocidental é proibida", esteja tentando inflamar a luta sectária na Nigéria, nação mais populosa da África e principal produtora de petróleo.

"A crise assumiu uma dimensão terrorista", disse Jonathan. "Eu, portanto, exorto a liderança política (nos governos locais do norte) a dar sua máxima colaboração para garantir que a situação fique sob controle."

As áreas de governo local listadas incluem regiões de Níger, Borno e Yobe, todas infiltradas com militantes do Boko Haram.

(Reportagem de Tim Cocks)

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