Reprodução/ Twitter/ VTVCanal8
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Nicolás Maduro diz que 'governo fascista' de Michel Temer 'está caindo'

Em seu programa de TV semanal, presidente venezuelano chamou líder brasileiro de 'sicário'

AFP

21 de maio de 2017 | 15h57

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assegurou que o "governo fascista" do Brasil "está caindo" em função das acusações de corrupção contra o mandatário do país, Michel Temer, a quem chamou de "sicário". 

"O governo fascista está caindo, governo corrupto de máfias. Saíram gravações (de Temer) pedindo milhões de dólares a empresários, o que chamam de propina, suborno", expressou o presidente durante seu programa de televisão semanal "Los Domingos con Maduro", na emissora estatal. 

O governo de Temer oscila desde a abertura de uma investigação sobre uma suposta obstrução da operação anticorrupção Lava Jato, depois da divulgação de um áudio no qual ele daria aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados preso por corrupção em outubro do ano passado. As acusações se baseiam nas delações premiadas dos executivos da gigante mundial de alimentação JBS, Joesley e Wesley Batista. 

O presidente brasileiro afirma que as acusações se baseiam em "uma gravação clandestina manipulada e adulterada com objetivos claramente subterrâneos". "Seguirei à frente do governo", assegurou Temer, em resposta aos pedidos de renúnica, vindos até de sua própria base alida. 

 


"Parece que o poder econômico decidiu pela saída de Michel Temer porque ele já cumpriu seu papel de sicário político. São presidentes sicários, que são colocados em um ano para fazer o trabalho sujo e depois os sacam. Mas no Brasil há um povo nas ruas que irá determinar o próprio destino", acrescentou Maduro. 

No entanto, a operação Lava Jato também resvalou em Maduro, quem, segundo a imprensa brasileira, pagou US$ 11 milhões (R$ 35,80 milhões) "por fora" ao casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, ambos detidos dentro da investigação, para a campanha de reeleição do antecessor, Hugo Chávez, em 2012, de acordo com confissão de Moura. 

 

 

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