Ney Suassuna nega envolvimento com sanguessugas

O líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), negou nesta terça-feira, 01, por três vezes, qualquer tipo de envolvimento com os parlamentares suspeitos de fraudar o orçamento da União para comprar ambulâncias superfaturadas, a chamada ´máfia das ambulâncias´, detectada na Operação Sanguessuga da Polícia Federal e investigada agora pela CPI dos Sanguessugas.Suassuna assegura que não tem culpa a pagar no escândalo dos sanguessugas. Disse que não tem mágoa dos que o acusam. "São dignos de pena, porque tentam denegrir a imagem dos outros".O Peemedebista não chegou a ocupar a tribuna do Senado para fazer a sua defesa: aproveitou um pronunciamento do senador Magno Malta (PL-ES), também suspeito de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.FraseSuassuna repetiu gesto do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que exibiu para as fotografias, logo após o rompimento com seu então líder Renan Calheiros, em 1992, os dizeres: "O tempo é o senhor da razão".O tempo não deu razão ao ex-presidente. Collor perdeu seu líder - hoje presidente do Senado -, foi processado e condenado à perda do mandato por crime de responsabilidade, além de ter os direitos políticos cassados por oito anos.A frase "O tempo é o senhor da razão" utilizada por Collor não foi criada pelo ex-presidente. Ela era muito utilizada pelo ex-deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP) durante o governo militar, sempre que defendia uma saída pacífica para o impasse político vivido pelo País. Ulysses costumava atribuir a frase ao escritor francês Marcel Proust, autor de "Em busca do tempo perdido".

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