Ney Lopes quer tirar liderança de Inocêncio

O deputado Ney Lopes (PFL-RN) vai apresentar um manifesto na próxima semana lançando sua candidatura a líder do partido na Câmara, em oposição ao atual líder, Inocêncio Oliveira (PFL-PE). Para Lopes, não pode haver uma eleição por aclamação, como aconteceu nos últimos seis anos, na recondução de Inocêncio ao cargo de líder. Além de Ney Lopes e o próprio Inocêncio, também disputa o cargo o deputado José Carlos Aleluia (BA), o preferido do ex-presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). "O voto precisa ser secreto; senão os deputados ficarão constrangidos", afirmou Lopes, que se rebelou contra a lista de assinaturas em apoio à recondução de Inocêncio, apresentada na reunião da última quinta-feira pelo vice-líder pefelista Pauderney Avelino (PFL-AM). "Inocêncio acabou com a estabilidade para muitos, mas não para ele", brincou Lopes. Ele disse que só está informando hoje a sua candidatura porque preferiu respeitar o momento de Inocêncio Oliveira, que na última quarta-feira foi derrotado na eleição para a presidência da Câmara. Na quinta-feira, Inocêncio foi provisoriamente reconduzido à liderança do partido na Câmara em uma tumultuada reunião, onde houve muito bate-boca entre os pefelistas. Diante da confusão, Heráclito Fortes (PFL-PI) propôs que a reunião fosse suspensa, para que a discussão acontecesse num momento mais calmo. Uma nova reunião foi marcada para dia 6 de março, quando Inocêncio prometeu fazer uma votação para a escolha definitiva do novo líder. Foi o próprio Inocêncio quem decidiu marcar uma nova reunião para que a bancada escolha o líder por votação. "Eu até acho que deve ter renovação na bancada, estou há seis anos, mas o partido deverá então decidir no voto", comentou o deputado pouco depois de sair do gabinete de ACM, onde esteve juntamente com Aleluia e Heráclito para tentar desfazer a crise.

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