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Newton Cardoso defende candidatura de Íris Rezende

O vice-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso (PMDB), defendeu hoje o nome do senador Íris Resende (PMDB-GO) para concorrer à presidência nacional do partido, e disse que, se a eventual chapa dos não-aliados ao Palácio do Planalto for derrotada na convenção de setembro pela ala governista, representada pelo deputado Michel Temer (PMDB-SP), tanto ele quanto o governador Itamar Franco poderão deixar a legenda. "É a última cartada, uma cartada moral", afirmou Newton, depois de reunir-se à tarde com o governador, que não deu entrevistas."O PMDB não pode absolutamente ser aliado do Palácio (do Planalto), porque, se for assim, eu saio, todos nós saímos", afirmou, incluindo Itamar em uma possível debandada. Assim como fez o governador na semana passada, ao retirar sua candidatura ao comando nacional do PMDB, Newton acusou o presidente Fernando Henrique Cardoso de estar interferido diretamente nas decisões internas do partido. O vice chegou a citar uma suposta compra de votos de delegados peemedebistas, intermediada por aliados do governo federal, para impedir uma possível vitória dos não-governistas na convenção do próximo dia 9. Em sua opinião, isso explicaria a vantagem que Temer teria em relação a Itamar, caso ambos disputassem a presidência nacional da legenda. "Emendas estão sendo aprovadas para comprar delegados, isso é o fim da picada, isso é crime", disse."A esta altura da nossa vida republicana, haver essa ingerência, essa roubalheira, essa compra de votos no partido...", acrescentou Newton, lembrando que nos próximos dias deverá convocar reunião com a bancada mineira do PMDB, em Brasília, para discutir a sucessão interna e o desligamento definitivo do partido da base de apoio do governo federal.?Perdedor?O governador Itamar Franco, que há dias não conversa com jornalistas, incumbiu o amigo e presidente da Companhia de Abastecimento de Minas, Marcello Siqueira (PMDB), de responder a ataques feitos, segunda-feira, em Belo Horizonte, pelo presidente nacional do PSDB, José Aníbal.O líder tucano criticou declarações de Itamar, segundo as quais o presidente Fernando Henrique Cardoso teria exercido influências malévolas no PMDB com intuito de enfraquecer sua candidatura ao comando nacional do partido. Aníbal disse que as palavras do governador eram "conversa de perdedor, de pescador" e que, em vez de preocupar-se com o governo federal, Itamar deveria cuidar de sua própria administração, "uma das piores do Brasil"."Quem é o perdedor? É o PSDB, que perdeu a eleição ao governo de Minas por 1,3 milhão de votos, ou é o governador Itamar, que ganhou do PSDB por 1,3 milhão de votos?", questionou Siqueira, referindo-se à disputa estadual de 1998 com o tucano Eduardo Azeredo. Ainda de acordo com o auxiliar de Itamar, o presidente da República e seus aliados estariam interferindo nas decisões internas do PMDB por medo de perder a eleição em 2002. "Eles sabem que toda a sujeira que jogaram para debaixo do tapete será descoberta", disse. "Este presidente poderá ver o sol nascer quadrado", disse, comparando Fernando Henrique a "Menem, Fujimori e Salinas".

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