'New Yorker' destaca corrupção e crescimento econômico no Brasil

Publicação relata avanços no País apesar de problemas de segurança, educação e transportes

estadão.com.br

28 de novembro de 2011 | 15h48

A contradição entre a corrupção e um crescimento econômico consistente é uma das imagens captadas pela revista americana "New Yorker", na reportagem sobre o Brasil que será publicada em sua edição do dia 5 de dezembro. A prévia do texto assinado pelo jornalista Nicholas Lemann foi divulgada nesta segunda-feira, 28, no site da publicação.

 

Para o repórter, o "Brasil opera de maneiras que estamos condicionados a pensar que são incompatíveis com uma sociedade livre bem sucedida".

 

"O governo central é muito mais poderoso que nos EUA. Também é muito mais corrupto. A criminalidade é alta, as escolas são fracas, as estradas são ruins e os portos mal funcionam", escreve Lemann. "Ainda assim, entre as principais potências econômicas do mundo, o Brasil atingiu uma trifeta rara: alto crescimento, liberdade política e desigualdade decrescente."

 

A estrela da reportagem é a presidente Dilma Rousseff, que foi entrevistada por Lemann e ganhou uma ilustração em uma das páginas da revista. Sobre os escândalos de corrupção do governo, o repórter afirma que "ninguém acredita que Rousseff seja corrupta, mas ela trabalhou por anos com algumas das pessoas que se demitiram".

 

Para a "New Yorker", os EUA parecem estar constantemente na mente de Dilma, "como um exemplo de como não lidar com a crise econômica mundial".

 

Apesar de reconhecer o poder de Dilma, a reportagem afirma que a política brasileira gira em torno de seu antecessor, Luís Inácio Lula da Silva. "Lula a ungiu como sua sucessora em 2010", conta.

 

A revista avalia que Dilma é uma presença forte e descreve seu passado político, desde seu engajamento na luta contra a ditadura militar à elaboração de projetos de combate à miséria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.