Neto de Jânio atribui busca de suposta conta a advogado

A Operação Castelo de Areia, que investiga doações suspeitas da construtora Camargo Corrêa para políticos, trouxe à tona qual o paradeiro da conta que o ex-presidente Jânio Quadros teria na Suíça. ?Sempre existiu essa lenda de que o Jânio tinha uma fortuna no exterior?, disse Jânio Quadros Neto, de 36 anos, que foi grampeado na investigação policial conversando com o advogado Marcos Vilarinho sobre o andamento das buscas à conta.

MARIANA BARBOSA, Agencia Estado

12 de abril de 2009 | 09h03

Pai de Adriana Vilarinho, dermatologista que trata de praticamente todas as celebridades nacionais - do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Marisa Letícia à top model Gisele Bündchen -, o advogado também caiu no grampo por causa de suas relações com o consultor Kurt Pickel, indiciado pela Polícia Federal por crimes financeiros e também envolvido na procura da suposta conta de Jânio. Jânio Neto admite que tentou descobrir o paradeiro da conta. Mas disse que foi Vilarinho quem o procurou, em 2007. ?Ele me disse que tinha informações sobre a existência de uma conta no exterior com saldo vultoso e me pediu honorários?, disse Jânio Neto. ?Eu disse que não ia pagar, mas, se ele encontrasse, eu pagava uma comissão.? Questionado se deu procuração a Vilarinho para procurar a conta, ele se limita a dizer que entregou documentos. ?Ele pediu algumas informações e eu dei alguns documentos. Só isso que eu posso falar.?

Vilarinho contesta a informação. ?Se ele me deu uma procuração é porque me procurou?, argumentou. ?Mas as investigações não deram em nada, pois a família não quis pagar para o advogado suíço fazer a investigação.? A busca custaria entre US$ 100 mil e US$ 200 mil. Nas conversas grampeadas, Vilarinho revela que a família Quadros resolveu ir atrás da fortuna perdida porque só agora seus membros teriam se acertado sobre como repartir o dinheiro. Outra explicação, colhida com pessoas próximas, é que os herdeiros se convenceram de que os supostos crimes cometidos por Jânio já estariam prescritos. Bastaria, portanto, pagar os impostos e repatriar a herança. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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