Leonardo Soares/AE
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Netinho diz que PC do B não vai a reboque do PT

Vereador rechaça ideia de ser vice de Haddad e apoiar PT na capital em troca de aliança no Sul

Lucas de Abreu Maia, de O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2011 | 22h49

Mesmo diante da pressão do PT para que abra mão de sua pré-candidatura, o vereador Netinho de Paula (PC do B) insistiu que vai disputar a Prefeitura de São Paulo em 2012 e rejeitou a ideia de ser vice de uma chapa liderada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad (PT).

 

Netinho deu margem, porém, para que o martelo só seja batido em conversa entre o presidente do PC do B, Renato Rabelo, e o ex-presidente Lula. Mas enfatizou: "Não está nos meus planos ser vice".

Principal articulador da candidatura Haddad, Lula quer que os petistas se aliem à campanha da deputada Manuela d’Ávila (PC do B-RS) à Prefeitura de Porto Alegre, em troca do apoio dos comunistas ao nome do PT em São Paulo. Netinho apontou o apoio petista a Manuela como "natural" e negou que a aliança em Porto Alegre tenha qualquer efeito na disputa paulistana. "O apoio do PT a Manuela é automático, inclusive porque ela se apresenta em uma melhor posição. É a atitude que a gente esperava do PT", argumentou.

 

O vereador disse ter recebido de Rabelo a garantia de que seria candidato. "Tenho o compromisso do presidente, desde quando ingressei no partido, em 2006, de que iríamos disputar a Prefeitura", disse. "Fui o primeiro a me manifestar como candidato aqui em São Paulo pelo partido. As pessoas estão tão acostumadas com o PC do B ir a reboque de uma orientação petista que ninguém acreditou que tínhamos uma candidatura verdadeira."

 

Netinho insinuou ter ficado insatisfeito por não ter sido convidado por Haddad para o jantar em que Rabelo reafirmou a intenção de o PC do B manter a candidatura própria. "A informação que o Haddad obteve, se ele tivesse me chamado para conversar, eu também passaria."

 

Marta. Terceiro colocado na disputa ao Senado em 2010, Netinho avalia que o "bloco de esquerda perdeu muito na capital" com a escolha de Haddad em detrimento da senadora e ex-prefeita Marta Suplicy. "Acho que não foi um acerto (a opção do PT por Haddad), mas isso o tempo que vai dizer."

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