Netanyahu pede apoio para salvar campanha

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou para um "risco real" de perder seu emprego após as eleições parlamentares de terça-feira, e pediu a seus apoiadores que resgatem sua campanha.

AE, Estadão Conteúdo

15 de março de 2015 | 20h33

"Estou apelando ao público porque estou preocupado", disse Netanyahu à radio estatal do país. Uma pesquisa de opinião pública divulgada na semana passada mostrou seu partido conservador, o Likud, com menos assentos no parlamento do que uma aliança de centro-esquerda. "Há uma preocupação legítima de que não seremos capazes de formar o novo governo. Estou dizendo àqueles no campo nacionalista que votem e acabem com essa vantagem (da aliança)."

Nos últimos dias, o primeiro-ministro deu uma série de entrevistas após ter evitado a mídia israelense por anos, pediu que eleitores no exterior voltassem ao país para votar e denunciou um suposto plano para financiar a eleição de seus rivais e "garantir a subida da esquerda ao poder".

A rara demonstração de vulnerabilidade é uma tática arriscada, apenas dois dias antes de uma eleição que se tornou um referendo sobre os nove anos de Netanyahu no cargo.

Muitos eleitores dizem estar cansados de Netanyahu, que está tentando um terceiro mandato consecutivo e quarto no total. Seu foco excessivo na agenda de "segurança em primeiro lugar", que impediu uma resolução para o conflito com a Palestina e um acordo nuclear com o Irã, pode lhe custar a eleição, dizem esses eleitores.

De acordo com seus críticos, o primeiro-ministro está tentando manter um status quo insustentável no Oriente Médio e ignora importantes questões sociais no campo doméstico.

Seu principal adversário, o candidato da União Sionista Isaac Herzog, criticou Netanyahu durante visitas a Ashod, um reduto tradicional do Likud, e a um mercado a céu aberto em Tel Aviv. "Mesmo que ele continue se desculpando e prometendo mudanças, não temos motivo para acreditar nele", disse Herzog em entrevista para TV.

Uma vitória de Herzog pode significar uma grande mudança na política externa de Israel. Ele já disse que pretende retomar as discussões com os palestinos e que irá suspender parcialmente os assentamentos judeus em áreas isoladas da Cisjordânia. Ele afirmou também que pretende diminuir as tensões com a Casa Branca por causa do Irã. Fonte: Dow Jones Newswires.

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