Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

Bolsonaro se encontra com Netanyahu e deve fazer visita oficial a Israel

No Brasil para a posse do presidente eleito, primeiro-ministro de Israel chamou País de 'terra da promessa'

Marcio Dolzan e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2018 | 12h01
Atualizado 29 de dezembro de 2018 | 16h05

RIO DE JANEIRO – O presidente eleito, Jair Bolsonaro, fará visita oficial a Israel até março, conforme pronunciamento conjunto após uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Binjamin Netanyahu, na tarde desta sexta-feira, 28, no Rio. Bolsonaro e Netanyahu almoçaram e se reuniram no Forte de Copacabana, na zona sul do Rio.

Após o encontro, os dois líderes fizeram um pronunciamento – apenas a imprensa israelense e as TVs puderam acompanhar a declaração. Bolsonaro começou dizendo que Brasil e Israel, mais do que parceiros, são “irmãos no futuro, na economia, em tecnologia, em tudo aquilo que possa trazer benefícios para os dois países”.

Netanyahu agradeceu pela “gentilíssima recepção” e destacou que o momento era histórico, já que esta é a primeira visita de um primeiro-ministro de Israel ao Brasil na história. “Israel é a terra prometida. E o Brasil é terra da promessa (para o futuro)”, afirmou Netanyahu.

Segundo o primeiro-ministro, a cooperação entre os dois países poderá trazer “benefícios tremendos aos nossos dois povos, na economia, no emprego, na segurança, na agricultura, recursos hídricos, na indústria, em todos os domínios da atividade humana”.

“Convidei presidente Bolsonaro para visitar Israel, e ele aceitou, e ele será bem-vindo como um grande amigo, um grande aliado, um irmão”, disse Netanyahu.

Bolsonaro respondeu dizendo que pretendia visitar Israel até março, com “uma comitiva de vários setores da sociedade”. “O que for acertado entre nós será muito bom para brasileiros e israelenses. E, por que não dizer?, também para grande parte do mundo, porque estamos demonstrando que essas parcerias trazem o bem-estar para seus povos. Queremos que mais gente faça parceria com Israel, bem como conosco também”, disse Bolsonaro.

O presidente eleito fez apenas uma breve referência à política nacional, ao dizer que seu governo será “difícil”. “Começamos um governo difícil a partir de janeiro, mas o Brasil tem potencialidades, tem massa humana, como a formada em nosso ministério, para que possamos vencer esses obstáculos. Em parte, precisamos, sim, de bons aliados, de bons amigos, de bons irmãos, como Benjamin Netanyahu”, afirmou Bolsonaro.

Após o encontro no Forte de Copacabana, a agenda oficial de Netanyahu inclui um encontro com a comunidade judaica carioca na sinagoga Kehilat Yaacov, também em Copacabana. Bolsonaro deverá acompanhar o primeiro-ministro no evento.

Netanyahu desembarcou no Brasil por volta das 11h15 desta sexta-feira, no Aeroporto Tom Jobim-Galeão. O primeiro-ministro ficará no Rio até o dia 1º, quando seguirá para Brasília, onde acompanhará a cerimônia de posse de Bolsonaro. 

Na quinta, Netanyahu informou pelo Twitter que pretendia discutir os laços de Israel “com o maior país da América Latina, o quinto país mais populoso do mundo”, e afirmou que o Brasil é “um país enorme, com enorme potencial para o Estado de Israel, economicamente, diplomaticamente e com relação a segurança". Na mesma rede social, Bolsonaro disse que pretende “discutir novos rumos para nossas nações”.

O presidente eleito deixou sua casa, na Barra da Tijuca, sob gritos de "mito" — cerca de 20 pessoas aguardavam a saída do comboio na portaria. Ele recebeu apoio também durante sua chegada ao Forte de Copacabana. 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.