Fernando Frazão/Ag. Brasil
Fernando Frazão/Ag. Brasil

Netanyahu defende aprofundamento de relações comerciais de Israel com Brasil

Premiê afirmou que discutiu com Jair Bolsonaro como trazer tecnologias israelenses para o Brasil

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2018 | 14h41

RIO DE JANEIRO - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, defendeu neste domingo, 30, o aprofundamento das relações comerciais com o Brasil. Em apresentação a jornalistas brasileiros no Rio, Netanyahu traçou o panorama de uma economia global em mudança constante, com foco na rápida evolução tecnológica. O premiê procurou descrever Israel como uma "potência tecnológica", com destaque para os setores de segurança cibernética, de tecnologia da informação, de agricultura de precisão e de reaproveitamento de água. 

"Para uma companhia crescer, é preciso de novos produtos ou então de novos mercados", afirmou Netanyahu, ressaltando que o Brasil é um dos maiores mercados do mundo. Nos últimos anos, Israel tem buscado firmar acordos comerciais bilaterais — Indonésia, que detém a maior população muçulmana do mundo, e Brasil são os únicos que ficaram de fora desses acordos.

Para facilitar os contatos comerciais, o primeiro-ministro disse que a diplomacia israelense está em contatos com o Chade, para liberar a passagem de voos pelo espaço aéreo. A medida poderia encurtar em quatro horas o voo entre Tel-Aviv e São Paulo. Segundo Netanyahu, o mesmo foi feito após o estreitamento de relações com a Índia, pois a distensão na relação diplomática com a Arábia Saudita permitiu o uso do espaço aéreo no voo entre Tel-Aviv e Mumbai, capital financeira indiana.

"Discutimos com o presidente eleito, Jair Bolsonaro como trazer tecnologias israelenses para o Brasil", disse Netanyahu. 

Bolsonaro e o premiê israelense se reuniram no Rio na sexta-feira, no primeiro dia da visita oficial de Netanyahu ao Brasil. Esta é a primeira vez na história que um primeiro-ministro israelense visita o Brasil. Netanyahu acompanhará a posse de Bolsonaro, na próxima terça-feira, 1º, em Brasília.

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