Nestlé, Cargill, Novartis, Monsanto - alvos do MST

O cronograma traçado pela Via Campesina prevê a união de trabalhadores de Brasil, Índia, Tailândia, Indonésia, França e Espanha em protestos contra a Monsanto, Cargill, Novartis e Nestlé, multinacionais que dominam 80% do comércio de sementes.Mas as manifestações não vão parar aí. No Brasil, o MST fará atos contra os transgênicos e a importação de alimentos, no dia 17 de abril, data do massacre de Eldorado dos Carajás. Em várias cidades do mundo os camponeses vão questionar a política agrícola da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Onde houver uma reunião da OMC, do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou do Banco Mundial, nós estaremos lá para protestar, porque não podemos aceitar que eles nos digam o que e como devemos produzir", afirmou Alegria. Para ele, a Via Campesina e seus associados estão fazendo uma "aliança antineoliberal". "Queremos globalizar a reforma agrária", destacou. O calendário tático aprovado nesta segunda-feira inclui manifestações que vão de fevereiro a novembro. A Via Campesina quer reforçar o megaprotesto programado contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em abril.

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