Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Nesta legislatura, precisaremos enfrentar matérias urgentes' diz Rodrigo Maia

Presidente da Câmara dos Deputados ressaltou a importância da aprovação da reforma da Previdência para "responder aos anseios da população"

Caio Rinaldi e Bárbara Nascimento, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2019 | 17h08

A urgência na aprovação de reformas estruturantes, em especial a reforma da Previdência, foi ressaltada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em discurso na cerimônia solene de abertura do Legislativo. "Nesta legislatura, precisaremos enfrentar matérias urgentes, de modo a responder aos anseios da população", disse o parlamentar fluminense, citando a reforma da Previdência, assim como uma reformulação tributária e meios para garantir um crescimento mais acentuado da economia.

De acordo com Maia, o saneamento fiscal é um dos vetores que permitirá a recuperação da atividade econômica. "O desequilíbrio fiscal levanta dúvidas sobre a capacidade de recuperação da nossa economia, não apenas na União, mas também em Estados e municípios", comentou. "Não surpreende que sete governadores tenham declarado estado de calamidade financeira. Em busca de estabilidade fiscal, muitos países reformaram o sistema previdenciário", continuou.

Maia disse que, no debate sobre a reforma da previdência, será preciso garantir medidas efetivas no aspecto econômico, mas com cuidado para que os sacrifícios impostos à população não sejam exagerados. "A reforma da Previdência não é um debate simples, precisamos ter sensibilidade para evitar que o sacrifício à população seja demasiado", afirmou Maia.

Neste sentido, o presidente da Câmara destacou que é preciso encarar a reforma da Previdência rapidamente. "Quanto mais urgente, menos dolorosos serão os desafios. Estou seguro de que podemos fazer a reforma levando em conta diferentes pontos de vista", disse.

A nova configuração do Congresso, que passou pela maior renovação desde a redemocratização, foi lembrada por Maia. "Essa nova configuração exigirá muita responsabilidade e esforço, pois se inicia com grande expectativa da sociedade", explicando que a fragmentação das bancadas tornará mais desafiadora a composição de base e maioria para aprovação de medidas importantes.

Mais ao final do discurso, o deputado destacou o papel do Congresso Federal, especialmente o da Câmara, na condução da agenda de reformas. "O [Poder] Executivo está finalizando a proposta. Caberá ao Congresso examiná-la na forma, método, tempo e conteúdo. Teremos que analisar as propostas apresentadas. Da nossa atuação, dependerá não apenas o fortalecimento do Congresso, mas também da democracia representativa", afirmou Rodrigo Maia. 

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