Neri destaca redução da desigualdade em 2014

A redução da desigualdade no Brasil será, em 2014, "a maior dos últimos dez anos", defendeu neste sábado o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri. O comentário foi realizado durante entrevista coletiva realizada hoje em Brasília (por determinação da presidente Dilma Rousseff) para que ministros comentassem os erros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na elaboração da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Apesar de apontar que haverá forte queda da desigualdade neste ano, Néri não apresentou dados sobre tal redução.

TÂNIA MONTEIRO E JOÃO VILLAVERDE, Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2014 | 13h53

Neri afirmou hoje que houve, nos últimos anos, uma trajetória de queda das desigualdades, mas reconheceu: "não é uma queda espetacular". Para 2014, no entanto, o ministro Marcelo Nery anunciou que a desigualdade está mantendo um ritmo de queda "como um relógio de 0,01% ao mês". Prometeu, ainda, que em 2014 a redução da desigualdade "será a maior dos últimos dez anos", mas sem apresentar dados.

O ministro reagiu às críticas à credibilidade do IBGE, por causa da necessidade de correção dos dados da Pnad. "O que arranha a credibilidade é não reconhecer os erros. Nos jornais é assim também. Se um jornal reconhece seus erros, tem credibilidade. Com os pesquisadores é a mesma questão, o mesmo critério", disse.

Marcelo Neri rebateu interpretações de que a desaceleração da economia brasileira já teria sido incorporada aos dados da Pnad. Segundo ele, "o crescimento expressivo na renda média de 3,48% é uma resposta". Para o ministro, "falar que nova Pnad mostra sinais de desaceleração não corresponde à realidade", disse ele, insistindo em apresentar dados como o de que a massa de rendimento cresceu 4,48% de 2012 para 2013.

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