Nepotismo cruzado também preocupa

Não bastasse a existência das nomeações produzidas por atos secretos, que dificultam o rastreamento dos apadrinhamentos, constata-se, agora, a prática do nepotismo cruzado. A mulher do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, por exemplo, trabalha desde abril no gabinete da deputada Cida Diogo (PT-RJ), segundo reportagem publicada ontem pelo jornal O Globo. De acordo com a reportagem, Maria Margarida de Oliveira, mulher do ministro, foi trabalhar no gabinete de Cida Diogo depois de Flávia Martins Marques ser contratada como assessora especial do ministro. Flávia é parente de Cida Diogo. O emprego de parentes em gabinetes diferentes pode ser caracterizado como nepotismo cruzado. Em nota divulgada ontem, Minc afirma que a denúncia é "infundada". "Flávia Martins Marques não tem qualquer relação de parentesco com nenhum dos citados. Maria Margarida Galamba de Oliveira e Flávia Martins Marques cumprem suas respectivas funções no gabinete da deputada Cida Diogo, na Câmara dos Deputados, e no Ministério do Meio Ambiente - e não há qualquer lei ou regimento que impeça este trabalho", disse o ministro. LOBÃOHerdeira de um dos maiores colecionadores de arte do País, Marta Fadel Lobão ocupou por quase 16 meses um cargo no gabinete do sogro, o hoje ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Advogada, ela se tornou assessora parlamentar. É casada com Márcio Lobão, filho do ministro e presidente da Brasilcap, braço de planos de capitalização do Banco do Brasil. Até semana passada, o Portal da Transparência citava Miriam Ripper Nogueira Lobo como funcionária da primeira vice-presidência. Ela é viúva do ex-senador Arthur da Távola, que morreu ano passado. Miriam nega.

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