Nenhuma região ficou dentro da meta na quinta-feira

No mesmo dia em que o governo anunciava as novas regras do racionamento de energia, o País apresentou o pior resultado do programa iniciado em junho. Na quinta-feira, os índices de oeconomia ficaram abaixo de 10%, tanto no Nordeste quanto no Sudeste/Centro-Oeste. Mesmo que as novas metas para dezembro, mais frouxas que as atuais, estivessem em vigor, somente as capitais e cidades turísticas do Sudeste e do Centro-Oeste estariam dentro dos limites de consumo.De acordo com o levantamento diário feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) referente ao dia 22 de novembro, a economia média do Sudeste e Centro-Oeste foi de apenas 9,3%. Foram consumidos 22.868 megawatts (MW) médios de energia, quando o limite era de apenas 20.165 MW médios. As metas para o próximo trimestre são de 7% nas cidades turísticas (categoria que inclui as capitais) e de 12% nos demais municípios. Com este resultado, a economia acumulada na região em novembro caiu para 16,9%, contra 17,3% em outubro, mantendo a tendência de queda que se verifica a cada mês. Apenas em julho, as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste atingiram a meta de 20%. A média de economia do Sudeste nos meses de racionamento foi de 19% e no Nordeste, de 17,3%.Na região Nordeste a situação foi ainda pior. A economia foi de apenas 8,5%, tendo sido gastos 5.185 MW médios, ao invés dos 4.531 MW médios fixados para a região. Como os reservatórios nordestinos estão em situação mais grave que no resto do País, a meta de economia para o próximo trimestre será de 12% nas cidades turísticas e de 17% nas demais. Ou seja, alguns municípios podem estar economizando, hoje, metade do que precisarão economizar, mesmo com as novas regras. Nessa região a economia acumulada em novembro baixou para 12,9%, contra 13,9% em outubro.Já no Norte do País, onde existe menor preocupação com a falta d´água, a economia atingiu 18,5% , bem próxima à meta de 20%. Em dezembro, os nortistas precisarão economizar apenas 5% em todas as cidades, mas o racionamento poderá acabar ainda em janeiro. A economia acumulada neste mês na região subiu para 19,4%, contra 18,9% no mês passado. O governo, no entanto, mostra-se confiante de que este quadro não ameaça o suprimento de energia até fevereiro, caso as chuvas sigam o ritmo projetado. Na quinta-feira, a afluência de água nos reservatórios das usinas da região Sudeste/Centro-Oeste subiu para 88% da média histórica, dois pontos a mais que na véspera. Com isso, alcançou-se 13 pontos acima da curva-guia, que é o limite mínimo de segurança estabelecido pela GCE.Mas, no Nordeste, continua chovendo apenas conforme previsto. O presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), Pedro Parente, alertou na quinta-feira que o quadro do próximo ano dependerá das chuvas e da entrada em operação das novas usinas térmicas.

Agencia Estado,

23 de novembro de 2001 | 19h17

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