''Nenhuma matéria pode ser tratada como tabu''

Tião Viana: candidato do PT

, O Estadao de S.Paulo

31 de janeiro de 2009 | 00h00

O que o senhor pretende fazer para barrar o excesso de MPs?Podemos criar mecanismo de regime de urgência que não afronte as prerrogativas do Legislativo, como ocorre em outras democracias. Por exemplo, matérias urgentes remetidas pelo Executivo devem ser discutidas em 90 dias. Só a partir desse prazo, elas podem ter validade de lei ou não, respeitando parecer de relatoria ou comissão, antes de votadas em plenário. Isso atenderia a urgência do Executivo sem ferir as prerrogativas do Legislativo.O senhor é favorável à fidelidade partidária com uma janela para a troca de legenda?Sou a favor da fidelidade partidária e contra qualquer tipo de atalho que enfraqueça a representação partidária definida pelo eleitor.O que o senhor pretende fazer para reverter essa imagem negativa do Congresso de um poder caro, corporativo, ineficiente e envolvido em escândalos?Pretendo fortalecer a instituição enquanto Poder de Estado. Esse fortalecimento também virá com o cumprimento dos princípios da ética, da transparência e da boa gestão dos bens e recursos públicos.Os Conselhos de Ética das duas Casas têm se mostrado mais um instrumento para proteger parlamentares do que para apurar e punir as irregularidades. Qual a solução para isso? Os Conselhos de Ética são necessários para que, agindo com debates permeados pela verdade, a ética e a transparência, possamos ser justos com relação aos que são acusados de pecar contra esses princípios na atividade parlamentar.O que fará para acabar com a demora no exame das contas dos presidentes da República?Vamos cumprir o regimento e os compromissos constitucionais previstos para o Congresso na análise de todas as matérias. Nenhum tipo de matéria pode ser tratada como tabu.

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