'Nenhum paulista será deixado para trás', diz Alckmin

O novo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta manhã, no discurso de posse na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), que "nenhum paulista será deixado para trás" no governo do Estado. Alckmin afirmou que tem a intenção de governar pensando no trabalhador operário que madruga e na trabalhadora que "dá duro em casa". "Vou trabalhar com ardor para que, de recém-nascidos a idosos, todos tenham acesso a atendimento médico de qualidade e humanizado", afirmou.

CHIARA QUINTÃO E GUSTAVO URIBE, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 11h08

Alckmin afirmou que atuará também nas áreas de cultura, infraestrutura e logística. Ele destacou a intenção de ter parcerias com as prefeituras das 645 cidades paulistas. "É com emoção que volto a esta Casa, onde cheguei como deputado em 1983, quando São Paulo e o Brasil viviam um momento de grande entusiasmo e efervescência e a esperança renascia", disse. Alckmin citou a redemocratização, com a primeira eleição direta para governador e o pleito indireto que elegeu o ex-presidente Tancredo Neves.

Segundo o governador, a Alesp foi "um espaço importante para o fim almejado da restauração plena de um Estado democrático e de Direito". Alckmin afirmou que é uma grande honra e uma grande responsabilidade suceder os ex-governadores José Serra (PSDB) e Alberto Goldman (PSDB). "Chego pelo voto popular, que sempre defendo." Alckmin dirigiu-se aos eleitores dele, afirmando que quer fazer uma gestão digna e produtiva, e aos que não votaram nele, dizendo assumir compromissos de ir além do programa de governo.

Ele afirmou que quer ser cobrado pelos atos, "apoiado nas propostas que melhor atenderem os anseios das pessoas". "São Paulo assombra pela variedade de riqueza e de diversidade, com seus 41,5 milhões de habitantes. O número não é só um dado estatístico. Atrás de cada algarismo, existe uma pessoa com anseios e esperança", declarou. Conforme o governador, administrar São Paulo será um trabalho enorme. Mas ele afirmou que terá uma "inesgotável disposição de empreendê-lo a cada dia e a cada hora".

Família

Ao iniciar o discurso, Alckmin afirmou que se sentia confortável com a presença da família do ex-governador Orestes Quércia, que morreu no dia 24, véspera de Natal. "Saudade é presença da ausência", disse. O governador paulista mencionou que ele, os pais, a primeira-dama Lu Alckmin, os filhos e os netos nasceram no Estado.

O governador ressaltou também o papel da imprensa no aperfeiçoamento da democracia. "Quero que os atos de governo tenham ressonância na mídia, independente da voz oficial. Paulistas e brasileiros devem aos meios de comunicação os bons frutos da sociedade em que vivemos."

Durante a cerimônia de posse, o presidente da Alesp, Barros Munhoz (PSDB), afirmou que pela primeira vez um político eleito para o Executivo do Estado de São Paulo assinou cinco vezes o termo de posse: duas vezes como vice-governador e três como governador. Após o pronunciamento, Alckmin passou as tropas em revista.

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