Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

'Nenhum país ou indivíduo está seguro', diz líder da OMS sobre diagnóstico de Bolsonaro

Entidade deseja melhoras ao presidente, que anunciou nesta terça-feira, 7, resultado positivo no teste da covid-19

Guilherme Bianchini, especial para o Estadão

07 de julho de 2020 | 14h23

O diretor-geral da Organização da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que ninguém está seguro contra a covid-19 ao comentar o diagnóstico da doença de Jair Bolsonaro. O presidente anunciou nesta terça-feira, 7, resultado positivo no teste do novo coronavírus, depois de apresentar sintomas no fim de semana. O líder da entidade desejou melhoras ao presidente, mas reforçou o pedido de "unidade nacional e solidariedade global" para combater o vírus. 

"O vírus é muito perigoso, alastra-se rapidamente e mata. É por isso que estávamos preocupados e emitimos o alerta para o mundo desde o início da pandemia. Precisamos agir de forma séria. Todos somos vulneráveis, nenhum país está imune, nenhum indivíduo está completamente seguro. Dito isso, desejamos uma rápida recuperação para o presidente. Espero que os sintomas sejam leves e que sua excelência possa retomar suas funções logo", afirmou Tedros.

Diretor do programa de emergências da OMS, Michael Ryan também disse que todos estão vulneráveis ao coronavírus, sem exceções. 

"Estimamos nossas melhoras ao presidente Jair Bolsonaro. Outros países tiveram essa experiência (presidente infectado), e isso demonstra a realidade desse vírus. Ninguém é especial, todos estamos potencialmente expostos ao vírus. Sejamos quem formos, todos temos a mesma vulnerabilidade. Para o vírus, não importa se você é um príncipe ou um plebeu", declarou o diretor.

Assim como em outras ocasiões, Ryan reconheceu que o sistema de saúde do Brasil está conseguindo lidar com a pandemia de covid-19. Destacou, porém, que a situação é desafiadora, e que os hospitais estão sob pressão.

"O Brasil é uma grande nação que está enfrentando tempos difíceis. O sistema hospitalar está sendo pressionado. Sabemos que as UTIs estão conseguindo lidar com a situação, mas ela está crítica e o País enfrenta muitos desafios. É importante ter uma unidade e uma estratégia abrangente. Temos a confiança de que o Brasil possa unir as comunidades para conseguir progresso na doença", disse.

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