Nenhum ministro ou partido é dono de cargo, diz Padilha

Para ministro, a presidente eleita terá a prerrogativa de indicar os nomes para compor sua equipe

Fabio Braner, da Agência Estado,

12 de novembro de 2010 | 09h15

BRASÍLIA - O titular das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira, 12, que nenhum ministro ou partido são donos dos ministérios que ocupam atualmente. Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da NBR TV, Padilha enfatizou que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), tem a prerrogativa de indicar os nomes para compor seu ministério, mas também ponderou que ela o fará respeitando a coalizão que venceu o último pleito.

 

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"Com certeza o governo Dilma é de continuidade política do atual governo, mas não necessariamente com as mesmas pessoas", disse Padilha. "A presidente vai compor um governo com seu perfil. A única senha que ela deu é que ela quer mais mulheres compondo o ministério", afirmou ele, ao destacar que a petista tomará posse em janeiro com o ministério definido.

Conforme o ministro, essa semana o presidente do PT e coordenador da transição de governo na área política, José Eduardo Dutra, travou uma série de conversas com os partidos e seus líderes que compõem a coalizão para tratar da composição de governo e deve apresentar na semana que vem o conteúdo dessas tratativas.

Em relação especificamente ao PMDB, maior partido da coalizão, Padilha afirmou que Dilma vai conduzir a relação com a mesma tranquilidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva e também da campanha dela. "Muitos falavam que não seria possível administrar uma coalizão tão grande na campanha e não foi isso que ocorreu. Certamente a presidente eleita Dilma vai conseguir conduzir sua coalizão", disse.

Diálogo com a oposição

Padilha também defendeu um diálogo positivo do governo com a oposição para aprovação de projetos de interesse do País. Apesar de destacar que o novo governo terá maioria na Câmara e no Senado, "o que é bom para a democracia", ele avalia que, passada a eleição, a hora é de oposição e governo dialogarem.

"Há muitos desafios para o País, como aumentar os investimentos. Por isso, é importante o diálogo", disse o ministro, que também afirmou que a relação do governo Dilma com os Estados governados pela oposição será republicana e ninguém ficará sem recursos para investimentos que beneficiem a população.

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