'Nenhum ministério é propriedade de ninguém', diz Dutra

Nos últimos dias, o presidente nacional do PT reuniu-se com dirigentes de dez legendas, que lhe apresentaram reivindicações de espaço no futuro governo

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

10 de novembro de 2010 | 14h10

BRASÍLIA - Depois de receber pela manhã lideranças do PR, do PRB e do PTN, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, deu por cumprida a missão que lhe foi delegada pela presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), de fazer a interlocução com os aliados. Nos últimos dias, ele se reuniu com dirigentes de dez legendas, que lhe apresentaram reivindicações de espaço no futuro governo.    

 

Veja também:

 

link Em reunião, Dutra tenta unificar PT na disputa pela presidência da Cãmara

 

link PMDB pede seis ministérios e quer indicar os nomes

Dutra apresentará um relatório das conversas a Dilma provavelmente no sábado, quando ela retornará da viagem à Coreia do Sul, onde participa de reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos e influentes do mundo). Somente então, conforme Dutra, a par das demandas dos aliados e respectivas indicações de nomes para assumir cargos, Dilma começará a formação de seu governo.

O dirigente petista repetiu o aviso de ontem, divulgado pelo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, de que pode haver mudanças no atual desenho da Esplanada. "Nenhum ministério é propriedade de ninguém", advertiu, esclarecendo que a palavra final sobre manutenção dos espaços ou modificações será da presidente eleita.

"Todos têm anseios e vontades, é um direito de todos", reconheceu o petista, ao lembrar que os partidos da base aliada cresceram de um modo geral nas últimas eleições. Todos desejam manter e, se possível, ampliar o espaço no futuro governo, mas Dutra ressalvou que isso não será possível porque seria preciso aumentar o número de cargos do Executivo federal e, segundo ele, não é essa a intenção.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.