'Nem proteção à polícia, nem a vândalos', afirma Cabral

Governador reitera que o poder público vai garantir as manifestações pacíficas

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

21 Junho 2013 | 15h30

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu a ação da polícia, na noite de quinta-feira, contra atos de vandalismo que causaram destruição em vários pontos do centro da capital fluminense. Em entrevista à imprensa na tarde desta sexta-feira, declarou, no entanto, que excessos serão verificados e procedimentos poderão ser revistos. "Não estou protegendo a polícia nem vou proteger vândalos. Numa situação como essa, de excessos, não tem vitorioso. Se houve excessos, deve haver punição de ambos os lados."

O governador reiterou que o poder público vai garantir as manifestações pacíficas e repudiou o vandalismo. "A luta pela participação é sempre bem-vinda, e atos de vandalismo prejudicam esse debate. A ordem pública deve ser preservada aqui e em todo o Brasil. Toda vez que é feita uma manifestação democrática, o Brasil avança, e com atos de vandalismo quem perde é a sociedade", afirmou Cabral.

Segundo ele, a Polícia Civil continua na investigação para identificar os responsáveis pelos atos mais violentos de ataques. O governador disse que não se sente o alvo principal dos protestos nas ruas do Rio de Janeiro. "Essa é uma interpretação sua", respondeu a um repórter que o questionou sobre as críticas levadas pelos manifestantes às ruas. "Não tenho monopólio nem unanimidade. Fui reeleito com 67% dos votos e 33% dos cidadãos não votaram em mim. Minha luta é que se mantenha no Brasil um debate nos padrões democráticos."

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