DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Nelson Barbosa reconhece que governo pode fazer mudanças na proposta orçamentária

Após pedido de deputados para que governo busque reduzir o déficit, ministro do Planejamento diz que 'na tramitação do projeto, os cenários são revistos'

Gustavo Porto , O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2015 | 12h22

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, admitiu, nesta quarta-feira, 2, mudanças no projeto do Orçamento de 2016, por meio de revisões feitas pelo governo na tramitação da proposta no Congresso. "Na tramitação do projeto orçamentário, os cenários são revistos. Faz parte no projeto de tramitação da lei orçamentária que o governo informe as revisões", disse Barbosa ao ser questionado se o governo poderia enviar um adendo ao projeto, após deputados terem pedido, ontem, um aditamento por parte do governo para a redução do déficit.

Barbosa repetiu que a maior parte das despesas primárias é formada por despesas obrigatórias - cálculos do governo apontam que 90,5% do Orçamento de 2016 está comprometido - e avaliou ainda que o governo se esforçou para conter despesas discricionárias. "O gasto em termos reais previsto para o ano que vem compra menos que ele comprava há quatro anos", disse o ministro, após a reunião com deputados do PP na Câmara.

No encontro, apesar dos apelos principais de Barbosa centrarem na manutenção de vetos da presidente Dilma Rousseff (PT), que podem ser votados hoje, o relator-geral do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR) admitiu, ao lado do ministro, ter recebido pressões para devolver a proposta orçamentária, o que não irá ocorrer, segundo o parlamentar. "O Congresso tem absoluta competência pra consertar o orçamento, jamais devolvê-lo", disse Barros, lembrando ainda que o governo ainda pode alterar a proposta durante a tramitação.

Antes de deixar o parlamento, Barbosa foi indagado por jornalistas sobre o aumento do limite do faturamento de empresas para o recolhimento do Supersimples, aprovado ontem na Câmara, mas não se manifestou. 

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