Agência Brasil
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Nelson Barbosa, Berzoini e Giles Azevedo e mais dez pessoas obtêm quarentena

Autorização para o benefício foi concedida pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República e divulgada nesta quarta-feira, 15, pelo presidente do colegiado, Mauro Menezes

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2016 | 17h58

BRASÍLIA – O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Mauro Menezes, afirmou nesta-quarta-feira, 15, que foram concedidos mais 13 pedidos de quarentena, a partir de uma reunião extraordinária feita no último dia 13, incluindo a autorização para o benefício aos ministros Nelson Barbosa (ex-Fazenda) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Eleonora Menicucci (Secretaria das Mulheres) e para a ex-presidente da Caixa, Miriam Belchior. Também foi concedida a quarentena ao ex-assessor especial da presidente afastada Dilma Rousseff, Giles Azevedo.   

 

De acordo com Menezes, desde o dia 1º de maio, a Comissão recebeu 151 pedidos de quarentena e até agora 41 deles já foi autorizado. Foram negados 51 pedidos e ainda faltam 57 para serem analisados. Em dois casos – o da ex-ministra Kátia Abreu e do ex-ministro Eugênio Aragão houve pedidos de vista. A quarentena prevê remuneração integral por um prazo de seis meses. 

 

Em relação ao caso de Giles, Menezes afirmou que com a quarentena ele não poderá mais trabalhar “formal ou informalmente” para a presidente afastada. Ele ponderou que o ex-assessor especial não está suspenso de atividades políticas, já que isso é um direito de “qualquer cidadão”. “Quem está em quarentena não deixa de ser cidadão”, afirmou. “Quem está em quarentena não pode trabalhar formal ou informalmente, agora isso não impede que ele seja convidado para o Palácio, que ele politicamente compareça a um evento para se expressar como cidadão”, disse. 

 

Nesta semana, Giles pediu a revogação de uma nomeação da Casa Civil que o alocou no cargo assessor especial da Subchefia de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais. Giles, que vem assessorando Dilma Rousseff desde quando ela era ministra de Minas e Energia, estava no cargo de secretário executivo do Gabinete Pessoal da presidente afastada, desde maio.

De acordo com Menezes, “tendo em vista a relevância das atividades que ele (Giles) tinha é inegável” que ele entraria em conflito de interesse se fosse atuar na iniciativa privada. Segundo o presidente da Comissão de Ética, ao solicitar a quarentena, Giles demonstrou interesse em atuar na iniciativa privada.

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