Valter Pontes/Coperphoto
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Ex-ministro diz ter 'irrestrito intuito de colaborar com a investigação'

Alvo de buscas da Operação Politéia na manhã desta terça-feira (14), Mário Negromonte declarou que pretende entregar espontaneamente os elementos solicitados pelas autoridades

TALITA FERNANDES, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 15h14

BRASÍLIA - O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte disse por meio de nota que está colaborando com as investigações da Operação Lava Jato. O ex-ministro do governo Dilma Rousseff e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) disse que tem "irrestrito intuito de colaborar com a investigação, inclusive com a entrega espontânea de todos os elementos considerados indispensáveis pelas autoridades, na medida em que tem a plena convicção de que é essa investigação que apontará para a sua inocência relativamente aos fatos investigados".

Na nota, Negromonte confirmou que sua residência foi alvo de mandados de busca e apreensão realizados pela Polícia Federal como parte da Operação Politeia, deflagrada na manhã desta terça-feira (14). O ex-ministro é alvo de dois inquéritos da Lava Jato: um que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e outro no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Embora o ex-ministro tenha prerrogativa de foro no STJ, por ocupar um cargo no Tribunal de Contas da Bahia, o Ministério Público decidiu manter parte das investigações na Suprema Corte já que o caso está bastante ligado a outros investigados. O ex-ministro é alvo do inquérito no qual estão outras 38 pessoas que supostamente agiram como organização criminosa. O novo inquérito foi remetido ao STJ no fim de maio.

No inquérito de Negromonte no STJ, o Ministério Público Federal solicitou algumas informações para reforçar os indícios de seu suposto envolvimento com o esquema. Foram pedidas diligências como oitivas e cópias de documentos, entre eles da agenda de Negromonte quando era ministro das Cidades e documentos referentes ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A operação, batizada de Politeia, é a primeira deflagrada no âmbito dos inquéritos que tramitam no Supremo para apurar suposto envolvimento de políticos no esquema de desvios da Petrobrás. Os mandados estão sendo cumpridos em Brasília e em seis Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Santa Catarina e Pernambuco. 

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