Negócios de filho de Lula e Telemar voltam a ser investigados

Os polêmicos negócios de Fábio Luiz da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltaram a ser alvo da oposição no Congresso. Agora, os parlamentares investigam o milionário patrocínio da Telemar a uma das empresas de Fábio, a Gamecorp, que produz programas de televisão sobre jogos eletrônicos.Segundo reportagem publicada no site da Revista "Época", a Telemar fechou um patrocínio para este ano de R$ 4,9 milhões com a Gamecorp. O valor incluiria, além do patrocínio, a veiculação e a produção de dois programas feitos pela empresa. Um deles (G4) vai ao ar na TV Bandeirantes e o outro (Game TV) é veiculado no canal Mix TV.Para a oposição, o patrocínio seria desproporcional à audiência e ao faturamento dos programas. Ou seja, a Telemar estaria mais interessada nos supostos dividendos políticos obtidos junto ao governo.Os negócios entre a Telemar e a Gamecorp foram revelados no auge da crise do mensalão e chamuscaram a imagem do presidente Lula. Concessionária de serviços públicos, a Telemar resolveu comprar por R$ 5 milhões parte das ações da Gamecorp, empresa que acabara de ser criada.A transação chamou a atenção pelos valores e pelo fato do mercado explorado pela Gamecorp não movimentar cifras expressivas. A oposição também estranhou o fato do negócio ter sido intermediado pela empresa de consultoria de Antônio Marmo Trevisan, amigo de Lula.A Telemar justificou a operação alegando ter sido uma mera opção de mercado, sem influências políticas. A Gamecorp também negou qualquer favorecimento.No caso do patrocínio, a Telemar afirmou à "Época" que o investimento se justifica pelo público do programa, preferencialmente jovem. "Tratar isso como denúncia tem cheiro eleitoral", disse à revista o presidente da Telemar, Ronaldo Iabrudi.Segundo a "Época", o programa Disk MTV, do canal MTV, concorre com os programas da Gamecorp, mas só recebeu R$ 150 mil em anúncios da Telemar no ano passado. Neste ano, o valor será maior: R$ 1,719 milhão.

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