Negociador da CPMF, Alencar diz que é contra o tributo

Presidente em exercício afirma a empresários que não é possível cortá-la; ele vai ao Senado negociar votação

Neri Vitor Eich e Luciana Nunes Leal, Agencia Estado

17 de outubro de 2007 | 12h00

O presidente em exercício, José Alencar, disse nesta quarta-feira, 15, a uma platéia de investidores estrangeiros, que é contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) mas destacou que o governo não pode abrir mão do tributo neste momento. "O orçamento nacional precisa da CPMF. Não é um pleito do governo. É um pleito do país. Nós todos somos contra mas não podemos cortá-la agora", afirmou, em uma reunião do "Russel 20-20", grupo de investidores internacionais, em um hotel de Brasília.  José Alencar disse aos investidores que está em discussão a possibilidade de uma assembléia constituinte exclusiva para tratar não apenas da reforma política, mas da reforma tributária.  Veja também:Decisão do TSE dificulta votação de CPMF no SenadoLíderes marcam blitz ministerial pró-CPMF no SenadoLula cobra lealdade da base no Senado para prorrogar CPMFDê sua opinião sobre a CPMF  Entenda a cobrança da CPMF   Em seguida, o presidente em exercício seguiu ao Senado. Ele se reúne com o presidente interino da Casa, Tião Viana (PT), e com líderes partidários e presidentes de comissões para discutir a tramitação da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF. Ao chegar ao Congresso, Alencar afirmou que o fim da CPMF acarretaria "desequilíbrio orçamentário, que é o caminho para a inflação".  O encontro faz parte da ofensiva que o governo põe em prática no Congresso, hoje, para tentar convencer os parlamentares da necessidade de aprovação da emenda, que permite à União arrecadar de R$ 38 bilhões a R$ 40 bilhões por ano.  O presidente em exercício disse que irá ressaltar aos senadores da oposição que também é contra a CPMF, mas que o caminho para evitar este e outros impostos é a reforma tributária.  Também participam da reunião os ministros das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e os secretários executivos do ministério do Planejamento, João Bernardo, e da Fazenda, Nelson Machado.

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