Negociação sobre MP de energia está difícil, diz Madeira

O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira, admitiu que não está fácil a negociação em torno da medida provisória que aumenta as tarifas de energia elétrica para compensar os prejuízos das empresas concessionárias com o racionamento. Segundo ele, o governo não aceitou a proposta dos líderes da oposição para que a medida provisória fosse aprovada sem a parte central que estabelece regras para incentivar os investimentos no setor de energia. Madeira disse que, se a medida provisória não for aprovada com essa parte central, que inclui a regulamentação da contratação de geração de energia emergencial, "o governo não se responsabilizará pelo que venha a acontecer com o mercado de energia". Segundo Madeira, o setor precisa de investimentos e para que eles sejam realizados é preciso haver regras. Madeira se reuniu com o relator da medida provisória, José Carlos Aleluia (PFL-BA) e líderes da base governista. Ele acredita que, com a exceção de alguns dispositivos periféricos, os partidos da base governista devem votar a favor da medida provisória. Ele não está seguro, no entanto, de que esses votos serão suficientes para manter os principais dispositivos da MP. O PFL deverá reunir a bancada para decidir qual a posição do partido com relação a MP.Madeira disse ainda que a votação de hoje no plenário da Câmara será iniciada com as emendas feitas pelo Senado na Medida Provisória nº 9, que regulamenta a renegociação das dívidas dos produtores rurais. Segundo o líder, o governo tentará rejeitar as oito emendas feitas pelo Senado, mantendo o texto aprovado na Câmara, na primeira votação. O líder observou que, caso isso não seja possível, o governo vetará o projeto de lei de conversão resultante das modificações na medida provisória.

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