Negociação sobre CPMF só avança quando Lula chegar da África

O senador Aloizio Mercadante, do PT, diz que o presidente é quem determinará as conversas sobre o imposto

CIDA FONTES, Agencia Estado

18 Outubro 2007 | 19h28

Oposição e governo no Senado Federal  esperam a chegada ao Brasil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avançar nas conversas em torno da emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Quem vai determinar o limite das negociações é o presidente Lula", disse o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).     Veja também:  CPMF: entenda o 'imposto do imposto' e veja gráfico  Dê sua opinião sobre a CPMF     A reunião para abrir as negociações de senadores do PSDB com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, marcada inicialmente para a próxima quarta-feira, foi transferida para quinta. A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), concorda que sem uma posição clara da equipe econômica, as conversas não podem avançar. "Precisamos de sinais concretos do lado de lá", afirmou a senadora, que não conseguiu reunir hoje número suficiente de senadores do bloco governista para discutir a CPMF.    Como o governo precisa fechar 49 votos para aprovar a prorrogação do tributo, Ideli entende que é preciso oferecer algo aos senadores. "Sem docinho não passa", disse. A redução gradual da alíquota da CPMF significa perda de receita para o governo.Os senadores de oposição receberam com desconfiança as declarações dadas na África por Lula de que não aceita "condicionantes" e perda de arrecadação. "Mais uma vez o governo está construindo um cenário de confronto", afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).   O tucano ressaltou que seu partido não tem posição radical contra a CPMF, mas advertiu: "Temos posição radical em favor da redução da carga tributária". Ele minimizou as propostas de excluir da contribuição as pessoas isentas de imposto de renda. "Isso é ridículo", acrescentou Sérgio Guerra.

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