Negativas da Justiça não são derrotas, diz defesa de Dantas

Dantas teve negado pedido de trancamento do processo e a liminar na qual pedia afastamento de juiz do caso

Agência Brasil

19 de novembro de 2008 | 16h33

O advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro  Daniel Dantas , negou nesta quarta-feira, 19, que a semana tenha sido de derrotas para o banqueiro. Segundo ele, o fato de a Justiça ter negado esta semana vários de seus pedidos não significa que a defesa não possa sair vitoriosa em outras instâncias.   Veja também: As fases da Operação Satiagraha: o que mudou e o que fica igual Gravação mostra clima tenso entre delegados da Satiagraha Polícia Federal pretende pedir prisão de Dantas novamente Juiz De Sanctis recusa promoção e fica no caso Dantas As prisões de Daniel Dantas  Os alvos da Operação Satiagraha    "Não chamaria de derrota porque não vejo isso como uma disputa de campeonato. E o que vale não é a ação isolada de um magistrado e, sim, a manifestação final da Justiça, do Poder Judiciário. Derrotados são aqueles que decidem mal e as decisões acabam sendo reformadas no tribunal", disse o advogado, citando como exemplo disso as duas prisões de seu cliente decretadas pelo juiz Fausto De Sanctis, e suspensas depois de analisadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que decidiu pela liberdade do banqueiro.   Nesta semana, a defesa de Dantas teve negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região em São Paulo o pedido de trancamento do processo. Também foi negada à defesa, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a liminar na qual era pedido o afastamento do juiz e o não comparecimento de Dantas na audiência realizada nesta quarta. Além disso, o juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Criminal, negou o pedido do banqueiro para ter acesso aos autos do inquérito que investiga a conduta do delegado Protógenes Queiroz durante a Operação Satiagraha.   Nesta manhã, os advogados de defesa de Dantas, do professor Hugo Chicaroni e do ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz tiveram uma audiência com o juiz Fausto De Sanctis, na qual entregaram as considerações finais sobre o processo no qual seus clientes são acusados de tentar corromper um delegado da Polícia Federal para que Dantas não fosse investigado na Operação Satiagraha. O Ministério Público Federal acredita haver elementos suficientes que comprovem a culpa dos três réus nesse processo.

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