Negado pedido de prisão de falso cirurgião

A Justiça de Goiás rejeitou nesta segunda-feira pedido de prisão preventiva do médico Marcelo Caron, acusado de ter provocado a morte de 5 pacientes e de ter deixado mais de 30 com lesões corporais decorrentes de cirurgias plásticas. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público de Goiás. Os promotores alegam que não vão desistir de prender o médico e informaram que vão entrar com recurso dentrodo prazo legal de 5 dias.Caron esteve preso por três dias em Brasília, e só foi libertado por força de um habeas-corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Em Goiânia, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO) finalmente cassou o registro de especialista que constava em nome do médico Denísio Marcelo Caron. A decisão foi tomada uma semana depois de o registro do médico ter sido suspenso por determinação da Justiça Federal. A cassação ocorre onze meses depois de o CRM-GO ser informado oficialmente de que Caron não era especialista em cuirurgia plástica. Cirurgia reparadoraNesta segunda-feira, em Goiânia, terminou sem acordo a reunião que iria decidir sobre a realização de cirurgias reparadoras nas mais de 30 vítimas do médico. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, seção Goiás, e o Ministério Público de Goiás decidiram pela realização de uma nova reunião, marcada para o dia 15 de março.

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